terça, 14 de agosto de 2018

SUGESTÃO DO LEITOR

Aos 40 anos, Morenão diversifica as atividades

18 MAR 2011Por Jakson Pereira11h:02

Era tarde do dia 7 de março de 1971 quando pela primeira vez a bola rolava no Estádio Pedro Pedrossian, ou simplesmente Morenão, maior palco do futebol sul-mato-grossense. Em campo, Flamengo e Corinthians, donos das duas maiores torcidas do País e que levaram muita emoção para os torcedores que lotaram a praça esportiva. No fim, 3 a 1 para o Flamengo e o atacante rubro-negro Buião na história por marcar o primeiro gol do estádio.
Hoje, 40 anos depois, o local já não conta com o “glamour“ da época e raramente recebe grandes jogos, além disso está abandonado pelos torcedores. Se o dia 23 de fevereiro de 1978 foi marcado pelo maior público pagante da história do estádio, com 38.122 expectadores, atualmente não se consegue levar nem 10 mil pessoas aos jogos, e prova disso foi o duelo entre Comercial e Vasco, no último mês de fevereiro, que teve pouco menos de 6 mil torcedores presentes.
Sem as grandes partidas de futebol, o estádio serve como base de ensino da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), proprietária do local. “O Morenão não vive apenas do futebol, é usado pelo curso de Educação Física, é sede do Museu Arqueológico da universidade, tem diversos laboratórios e ainda recebe avaliações físicas do Corpo de Bombeiros, Polícia Militar e de concursos públicos federais. Então, quem fala que o Morenão está abandonado, não tem noção da importância dele para o ensino e desenvolvimento dos nossos estudantes. Não seria errado dizer que nosso futebol morreu, mas o estádio está mais vivo do que nunca”, comentou o gerente de serviços gerais da UFMS e responsável pelo local, Jair Sartorello.

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