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sábado, 23 de fevereiro de 2019 - 18h06min

Ao sabor das uvas

22 JUL 10 - 07h:11
Thiago Andrade

Sabores marcantes, cores vivas e aromas variados são características da bebida que surge da fermentação de uvas. Podendo ser apreciado de diversas formas, o vinho, ao contrário do que se pensa, não exige que se seja expert ou mesmo que se gaste muito dinheiro para comprar um bom rótulo. Seja junto às refeições ou sozinha, uma taça de vinho sempre vai bem, bastando apenas educar o paladar para aproveitar ao máximo a explosão de sabores que a bebida pode propiciar.
 “Existe um certo preconceito contra o vinho, sempre o tachando como uma bebida cara e que depende de muito conhecimento para ser apreciada. Isso é uma mentira, ninguém precisa fazer uma faculdade antes de tomar uma taça. O fato é que certos sabores agradam alguns e outros não, mas isso é uma questão pessoal”, defende o enólogo Diogo Wendling, que de tão apaixonado pela bebida decidiu dedicar-se a ela profissionalmente e abriu uma adega em Campo Grande, junto ao sócio Nilson Rodrigues, após participar de cursos e especializações nos Estados Unidos.
Espumantes, tintos, brancos, rosés, envelhecidos ou não, produzidos em várias regiões do mundo com um grande número de uvas diferentes, cada vinho tem características próprias, assim como seus preços podem variar entre preços que não passam de algumas dezenas a outros que chegam à casa das centenas. De acordo com o enólogo, os preços não estão ligados, necessariamente, à qualidade. “Até os R$ 100 é possível notar diferenças marcantes, como, por exemplo, o envelhecimento em tonéis de carvalho, que costuma elevar o preço. Mas a partir desse valor, os vinhos se confundem e a questão do gosto é o principal diferencial”, detalha.
Durante o inverno, a busca por vinhos é maior, mas segundo os proprietários da adega, os vinhos estão se popularizando no Brasil. “Com o aumento da renda média do brasileiro, o público consumidor de vinhos cresceu muito. Em jantares ou almoços, as pessoas escolhem bons vinhos e isso é ótimo, pois acredito que nenhuma bebida vai tão bem com a comida quanto o vinho”, acredita Nilson Rodrigues, que também decidiu vender a bebida por ser um grande apreciador.
Os comentários abaixo são opiniões de leitores e não representam a opinião deste veículo.

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