Fale conosco no WhatsApp

Por sua segurança, coloque seu nome e número de celular para contatar um assessor digital por Whatsapp.

Campo Grande - MS, terça, 18 de dezembro de 2018

Antes da apreensão, baú usou estrada vicinal

18 MAI 2010Por 06h:55
O Frigorífico Brasil Global informou, por intermédio do advogado Mirgon Eberhardt, que o caminhão chegou ao estabelecimento para ser abastecido por volta de 0h10min do dia 7 de maio, e passou todo aquele dia por etapas de higienização e pesagem, até ser carregado e lacrado pelos fiscais do Sistema de Inspeção Federal e ter as portas travadas pelo sistema de monitoramento – cujo  desbloqueio poderia ser feito apenas pelo motorista, como é de praxe.
“O caminhão saiu do frigorífico, com 17,8 toneladas de miúdos de carne às 18h10min do dia 7 de maio, isso consta em laudo. Foi parado no posto da PRF, por volta das 21h do mesmo dia, segundo o monitoramento. Ele demorou quase três horas num percurso que qualquer um faria em 20 minutos”, descreveu o advogado.
Ao chegar ao posto fiscal, um policial checou as notas e percebeu que a carga era excessiva (não há balança neste posto da PRF). “Havia 800 quilos de excesso de carga, conforme os documentos, e a suspeita dos policiais era de que havia sonegação fiscal. Estava declarado nas notas que o produto era miúdo de carne e suspeitava-se que o carregamento era de carne de primeira. A carga também estava em excesso e houve uma autuação por isso”, disse Mirgon Eberhardt.   
O policial pediu para que o frigorífico fosse acionado e o motorista do caminhão ainda ligou por diversas vezes para o estabelecimento, informando que ele estava no posto policial e que precisava de ajuda. No entanto, quando percebeu que um fiscal do SIF e pessoas do frigorífico estavam se dirigindo ao local para a abertura do caminhão, evadiu-se e não foi mais encontrado.
“Chegando no posto da PRF, a equipe do frigorífico não conseguiu abrir a porta do caminhão, mesmo com as instruções da empresa de monitoramento. O caminhão passou a noite no posto policial e só na manhã seguinte retornou ao frigorífico para a checagem do peso. Ao entrar na empresa, e ser pesado na balança, já foi detectado que o valor da carga era maior ainda, ou seja, por volta de 750 quilos a mais das 17,8 toneladas de carne abastecidas no frigorífico. Quando a trava do caminhão foi aberta, os policiais já avistaram os sacos com a cocaína sobre a mercadoria, e o caminhão veio escoltado para Campo Grande”, detalhou.
Em um frigorífico da Capital, toda a carga foi vasculhada e, segundo o advogado da Brasil Global, não foi encontrada cocaína junto às caixas com a carne. A droga estava apenas nos sacos por cima da carne, sendo que esta foi incinerada por não ter mais condições de consumo, segundo relatório dos fiscais. “O frigorífico levou um prejuízo de R$ 60 mil com a incineração da carne e estamos aguardando os laudos da polícia para tentarmos o ressarcimento da carga que foi incinerada”, apontou.  
A cocaína continua na  Polícia Federal, em Campo Grande, e ainda não se sabe quando será queimada. Conforme o laudo pericial, o peso líquido da droga é de 712 quilos – 558 quilos da forma mais pura e 154 quilos de pasta base. Já a Polícia Federal em Ponta Porã, que está investigando o caso, disse que não vai passar informações sobre o andamento das investigações. (MR)
Os comentários abaixo são opiniões de leitores e não representam a opinião deste veículo.

Leia Também