segunda, 16 de julho de 2018

FUTURO GOVERNO

André recomenda a base aliada apoiar Dilma no Congresso

10 NOV 2010Por adilson trindade00h:45

O governador André Puccinelli (PMDB) vai recomendar à sua base aliada no Congresso Nacional, formada por seis deputados federais e dois senadores, apoiar a administração da presidente eleita Dilma Rousseff (PT). Ele reconheceu, no entanto, a dificuldade de contar com a adesão do deputado federal eleito Luiz Henrique Mandetta (DEM) por causa do seu partido que é, ao lado do PSDB, maior opositor ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e deve manter a mesma postura no Governo de Dilma.

“Mandetta até pode querer ajudar a Dilma, mas pode enfrentar a resistência do DEM”, observou o governador. Portanto, não vai pressioná-lo. Mas não deixará de consultá-lo a dar “uma força” à administração da presidente eleita em algumas votações de projetos importantes.

O mesmo problema não terá o deputado federal eleito Edson Giroto (PR). O seu partido é alinhado ao PT desde o Governo de Lula, apoiou Dilma na campanha presidencial e deve integrar a sua base de sustentação política no Congresso Nacional.

Os deputados federais eleitos Fábio Trad, Geraldo Resende e Marçal Filho dificilmente vão contrariar a orientação do governador André Puccinelli para apoiar o Governo de Dilma. Eles até podem ser independentes. O que não convém é atrapalhar os planos do governador de alocar mais recursos para investimentos em Mato Grosso do Sul.

André insiste em declarar que só não apoiou Dilma na campanha presidencial porque ela não quis. “Fui abandonado por Dilma no altar”, comentou.

Mas o deputado federal eleito Reinaldo Azambuja (PSDB) não apoiará Dilma. Sabendo de antemão o problema de convencê-los a aderir à base de Dilma, o governador até pode não convidar os tucanos para esta reunião, que deve acontecer nesta semana ou na próxima. Ele respeita a posição dos tucanos de Mato Grosso do Sul, porque o partido lidera ao lado do DEM a oposição ao Governo do PT.

É o caso da senadora Marisa Serrano (PSDB), que ficará distante do Palácio do Planalto. Ela seguirá a linha do PSDB de combater a administração de Dilma Rousseff.

Já o senador eleito Waldemir Moka (PMDB) só apoiará Dilma se receber apelo de André Puccinelli, porque, se dependesse dele, combateria também a administração da petista. Antes mesmo de André decidir por aliança com a candidatura de José Serra (PSDB) à Presidência da República, Moka defendia aliança nacional do PMDB com os tucanos. Foi voto vencido porque prevaleceu a indicação do presidente nacional do partido, Michel Temer, para ocupar a vaga de vice-presidente na chapa de Dilma.

Em Mato Grosso do Sul, porém, Moka foi duro combatente da candidatura de Dilma. Mesmo assim, pode se transformar num aliado por conveniência política.

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