domingo, 15 de julho de 2018

CAMPO GRANDE

André pode apoiar candidato de outro partido a prefeito

19 NOV 2010Por ADILSON TRINDADE00h:00

O PMDB pode perder a exclusividade de concorrer à Prefeitura de Campo Grande. Ontem, o governador André Puccinelli (PMDB) admitiu a hipótese de apoiar candidato de partido aliado para a sucessão do prefeito Nelsinho Trad (PMDB). Segundo ele, o candidato precisa apenas integrar o seu grupo político.

Hoje, o PMDB está carente de um líder de peso político-eleitoral para disputar a prefeitura da Capital. O que existe é improvisação de nomes para a sucessão de Nelsinho. É o caso do presidente da Câmara Municipal, vereador Paulo Siufi (PMDB) e do vice-prefeito Edil Albuquerque (PMDB).

Puccinelli evita falar desta improvisação. Mas aponta alguns nomes que estão filiados a partidos da base aliada, integram seu grupo político e, por isso, para ele é como se fossem do PMDB. Eles estão em outros partidos por orientação do próprio governador. Um exemplo é o deputado federal eleito Edson Giroto (PR). Outro, é o deputado federal eleito Luiz Henrique Mandetta (DEM), primo de Nelsinho. Ele foi secretário municipal de Saúde e só saiu para disputar as eleições.

Mandetta com sua expressiva votação na Capital se transformou numa liderança emergente na política e na principal arma do DEM para brigar pela prefeitura. Só que ele não teria força de entrar em confronto com o PMDB. A sua candidatura dependeria muito das bênçãos de Nelsinho e André.

Dos quase 79 mil votos conquistados nas urnas para deputado federal, Mandetta teve mais de 52 mil em Campo Grande. É uma votação que o credencia para concorrer às eleições.

O governador, antes das eleições, chegou a comentar que o futuro candidato a prefeito da Capital teria de conseguir, pelo menos, 50 mil votos na cidade.

Esta meta foi alcançada, também, pelo deputado federal eleito Edson Giroto. Dos mais de 147 mil votos no Estado, Giroto obteve quase 56 mil em Campo Grande. Portanto, é outro nome do grupo do governador habilitado a concorrer à prefeitura.

O mesmo desempenho eleitoral não foi alcançado pelo deputado estadual reeleito Carlos Marun (PMDB). Ele ganhou destaque nas suas eleições como secretário municipal e estadual de Habitação. Marun conquistou mais um mandato na Assembleia Legislativa com 40 mil votos, sendo 15 mil em Campo Grande. Do PMDB, quem ultrapassou a barreira dos 50 mil votos para deputado estadual foi Marquinhos Trad. Só na Capital foram mais de 40 mil votos. Portanto, ninguém do partido obteve os 50 mil votos em Campo Grande para concorrer à prefeitura.

Mas isto não deve valer como regra definitiva. O que vai prevalecer é o entendimento político dos partidos da base aliada. Giroto, Mandetta, Marun, Siufi e outros nomes, incluindo aí a vice-governadora eleita e ex-prefeita de Três Lagoas, Simone Tebet (PMDB), não estão afastados de concorrer à sucessão de Nelsinho Trad.

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