Domingo, 25 de Fevereiro de 2018

PODER EM JOGO

André não participará da campanha em Dourados

8 DEZ 2010Por Lidiane kober e adilson trindade00h:00

O governador André Puccinelli (PMDB) decidiu não participar da campanha eleitoral, fora de época, em Dourados, depois de o partido optar por entrar na disputa pela prefeitura do segundo maior colégio eleitoral do Estado. Os dirigentes peemedebistas douradenses não aceitam indicar o vice de Murilo Zauith numa aliança com o DEM. A condição imposta pelo deputado federal Geraldo Resende (PMDB) para formalizar coligação é os democratas sugerir o vice. Como o DEM não pretende jogar fora a chance de eleger o futuro prefeito, pode se aliar ao PSDB e até ao PT, se for o caso, para enfrentar o PMDB na sucessão municipal.

Em reunião da cúpula regional do PMDB, na segunda-feira (6) à noite, em Campo Grande, o governador não demonstrou entusiasmo pela decisão do PMDB. Mas também decidiu não dar palpites para evitar ser acusado de intrometer-se nas escolhas do partido em Dourados. "Ele (André) vai respeitar a autonomia do diretório municipal", contou o deputado estadual Junior Mochi (PMDB), que participou da reunião.

Indagado, então, sobre como Puccinelli deverá se comportar na campanha diante do confronto de partidos de sua base aliada, Mochi revelou que a tendência é ele manter-se isento. "E se participar, só vai, se for convidado", completou. Mesmo assim, André não está nenhum pouco motivado a participar da campanha em Dourados. Ele quer mesmo é ficar de fora.

Justamente para evitar que o governador reforce a candidatura de um peemedebista, Murilo esteve ontem na governadoria para pedir a isenção dele na eleição fora de época. A conversa foi a primeira depois da derrota do vice de Puccinelli da disputa por vaga de senador.

Ainda no encontro, Murilo destacou que a prioridade do DEM é firmar aliança com o PMDB e ceder ao partido a vaga de vice. O plano B seria fechar parceria com os tucanos ou até com os petistas. Do PSDB, um dos nomes cotados para assumir a vaga de vice é da professora Lori Gresler.

Do PMDB, um dos mais empolgados para concorrer à prefeitura é Geraldo Resende. A principal adversária do deputado no PMDB é a prefeita interina Délia Razuk. Ela manifestou interesse de disputar a prefeitura. A decisão dela compromete ainda mais o projeto político de Geraldo e coloca em risco a unidade do PMDB em Dourados.

Valorizar passe
Alguns cardeais do PMDB não acreditam na hipótese de Geraldo Resende sustentar o seu projeto de concorrer à Prefeitura de Dourados. Ele acabou saindo de uma eleição endividado e, portanto, não dispõe de recursos para enfrentar, nos próximos meses, outra eleição. "Na verdade, Geraldo quer valorizar o seu passe", comentou um dos líderes peemedebistas.

O caminho apontado por outro peemedebista é se aliar ao DEM para garantir, pelo menos, a eleição de um vice-prefeito. Para ele, não adianta o PMDB insistir numa candidatura própria sem a participação do governador André Puccinelli na campanha eleitoral.

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