Sexta, 23 de Fevereiro de 2018

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André "lava as mãos" em eventual disputa em Dourados

20 NOV 2010Por MARIA MATHEUS | fausto brites03h:55

O governador André Puccinelli (PMDB) prometeu não se intrometer em eventual disputa eleitoral extemporânea em Dourados e, mais uma vez, o vice-governador Murilo Zauith (DEM) não deve contar com o apoio do peemedebista. Favorito à Prefeitura de Dourados caso a Justiça determine novas eleições no município, Murilo vai contar com a sorte e com outros aliados. "Não vou meter a mão em cumbuca nenhuma de prefeitura", afirmou Puccinelli, ontem, questionado sobre quem apoiaria na segunda maior cidade do Estado.

Na disputa pelo Senado, o governador trabalhou pela eleição do deputado federal Waldemir Moka e chegou a defender a reeleição do petista Delcídio do Amaral, deixando de lado o segundo candidato de sua coligação, Murilo Zauith.

Uma nova eleição pode ser realizada em Dourados se a Câmara Municipal cassar o mandato do prefeito Ari Artuzi (sem partido) e do vice Carlinhos Cantor (PR) até o fim deste ano. Atualmente, ambos estão afastados do cargo por determinação judicial, por envolvimento em esquemas de desvio de dinheiro público, pagamento de propina e fraude em licitações. Os dois estão presos desde o dia 1º de setembro, quando foi deflagrada a Operação Uragano da Polícia Federal.

Pesquisa Ibrape/Correio do Estado demonstra que em três cenários diferentes Murilo aparece como favorito. Numa disputa hipotética com o juiz Eduardo Rocha, a prefeita interina Délia Razuk (PMDB) e o ex-prefeito e deputado estadual eleito Laerte Tetila (PT), Murilo tem 52% das intenções de votos dos 322 eleitores entrevistados. Em outra simulação, com George Takimoto (PSL), além de Délia, Eduardo Rocha e Tetila, Zauith aparece com 47% da preferência.

Junto de outros oito prováveis candidatos, o vice-governador aparece em primeiro lugar, com 33% das escolhas, deixando para trás Marçal Filho (PMDB), Geraldo Resende (PMDB), o juiz Eduardo Rocha, a prefeita Délia Razuk, o ex-prefeito Tetila, o ex-deputado federal João Grandão (PT) e a ex-deputada estadual Bela Barros (DEM). (MM/FB)

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