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Campo Grande - MS, sexta, 14 de dezembro de 2018

Recursos

André e Nelsinho vão cortar gastos para arcar com prejuízos de enchentes

14 MAR 2011Por lais camargo e vivianne nunes18h:40

O prefeito de Campo Grande, Nelson Trad Filho, e o governador André Puccinelli, estiveram em reunião esta tarde com a bancada federal do Estado para falar sobre os prejuízos causados pelas enchentes em Mato Grosso do Sul e na ocasião, afirmaram que devem cortar investimentos previstos em orçamento. Para o governador este será o ano das 'vacas magras'. Caso o governo federal não libere os R$ 110 milhões previstos para a recuperação das cidades atingidas pelos temporais, o Estado terá de arcar com o valor. “Essa é a parte do governo do Estado”, afirmou em entrevista na tarde de hoje. “O que o Estado fez até agora para os municípios foi a destinação do Fundersul e maquinários, depois de recuperadas as estradas e pontes vicinais, nós teremos como auxiliar”, afirmou. O governador assume o corte mas diz que não irá mexer em folha de pagamento ou custeio, mas no investimento que estava previsto. Ele ainda não fala em valores e argumenta: “Estimamos que só em ICMS a perca chega aos R$ 250 milhões que já foram perdidos”. Na mesma ocasião o prefeito ressaltou que caso a verba federal não seja liberada haverá cortes no custeio e nos investimentos em obras já planejadas. “Se não mandarem vou fazer com as próprias pernas”, afirmou.

A reunião na tarde de hoje na Assomasul (Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul) contou com a presença de deputados, senadores e de prefeitos das áreas atingidas.

O governador aproveitou a ocasião para alertar aos prefeitos que têm declarado estado de emergência para que façam de maneira correta e organizada. “Se a gente não tiver critérios, planos bem feitos, organizados, se perde muito tempo decretando estado de emergência”, afirmou André. Para ele há necessidade de se embasar muito bem o projeto de decreto para que seja reconhecido e homologado. “Não há como enganar o governo federal”, afirmou.

Ele lembrou ainda que foram pedidos ao ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra, a liberação dos R$ 9,6 milhões dos oito municípios que decretaram emergência em setembro do ano passado. Segundo ele se a verba não foir liberada inviabiliza a liberaração de outros recursos para agora. Durante sua visita ao Estado o ministro prometeu a liberação de R$ 5 milhões para esta segunda-feira mas o dinheiro ainda não chegou.

CORTES
O prefeito Nelsinho Trad afirmou que quando ocorre uma situação dessa não pode deixar a cidade como se encontra. 'Nós não temos outra saída, temos 17 equipes tapa-buracos e cascalhamento para realizar os serviços, principalmnete nas vias mais importantes. Mais temos seis pontes que rodaram, temos crianças sem poder ir às escolas. Estamos mapeando tudo isso e já começamos a atuar. É claro que vou correr atrás de recursos como consegui os R$ 20 milhões da Ceará. E vou contar com três fatores, que são: competência, credibilidade e sorte para garantir a verba", frisou.

Ele destacou que os cortes serão feitos no custeio, no dia a dia. "Os investimentos que prevíamos fazer, para poder incrementar a cidade vamos segurar até que as coisas voltem ao normal", concluiu.

Cidades

No município de Rio Verde de Mato Grosso os danos só não foram maiores porque no local não há população de ribeirinhos mas segundo o prefeito William Brito (PPS), os prejuízos com a infraestrutura urbana já somam R$ 3 milhões. A cidade é uma das que decretou estado de emergência.

Os problemas maiores, no entanto, foram registrados em Ribas do Rio Pardo, Aquidauana, Anastácio e Coxim, onde famílias precisaram ser retiradas às pressas.


 


 

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