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Campo Grande - MS, quarta, 17 de outubro de 2018

André diz que Nelsinho pode virar "comida de onça"

27 ABR 2010Por 20h:07

Adilson Trindade e Maria Matheus

 

O governador André Puccinelli (PMDB) lançou ontem advertência direta e objetiva ao prefeito Nelsinho Trad (PMDB): "cateto fora do bando é comida de onça". A frase, que se origina de adágio popular segundo o qual "queixada fora do bando é comida de onça", significa, em síntese, o claro descontentamento do governador diante do reiterado posicionamento do prefeito de Campo Grande de que, na eleição presidencial, apoiará a ex-ministra da Casa Civil Dilma Rousseff (PT) independentemente da posição do PMDB regional.

Ao mesmo tempo, deixa evidente a direção de Puccinelli na campanha para a sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva: ele se aliará ao ex-governador de São Paulo José Serra, do PSDB. No entanto, oficialmente, o governador prefere manter o mistério. Questionado, disse que "brevemente" anunciará qual candidato apoiará na disputa pelo Palácio do Planalto.

Recentemente, Puccinelli afirmou que anunciaria aliança depois de conversar com o presidente Lula. Os dois devem se encontrar no dia 3 de maio, quando o presidente irá a Ponta Porã. Ontem, o governador disse que não procurou Lula para tentar antecipar a conversa sobre aliança. "Quem quer apoio, procure", recomendou.

 

Tranquilidade

O presidente regional do PSDB, Reinaldo Azambuja, admite "preocupação" devido à possível indicação do deputado federal Michel Temer (PMDB-SP) para compor chapa como vice de Dilma, mas aposta na aliança com o PMDB no Estado. Demonstrando tranquilidade em relação ao tema, disse ontem que José Serra virá a Mato Grosso do Sul em maio. Os tucanos planejam uma festa para receber o pré-candidato a presidente, com a participação do governador André Puccinelli.

Segundo Azambuja, até a primeira quinzena de maio, Puccinelli deve tomar uma decisão e assim que isso ocorrer, o PSDB agendará a visita de Serra ao Estado. "Vamos definir a aliança, depois o Serra virá", frisou. "Acredito no que sempre acreditei (na aliança do PSDB com o PMDB em Mato Grosso do Sul)", declarou.

Enquanto não oficializa acordo com o PMDB, o PSDB se organiza internamente para disputar a eleição. O partido realizaria, ontem, reunião com os pré-candidatos para discutir estratégias para a campanha de José Serra no Estado.

 

Suplência

Segundo o governador, ainda não há definição da candidatura do vice-governador Murilo Zauith (DEM) ao Senado. Na última sexta-feira, Puccinelli disse que conversaria com Nelsinho sobre a possível candidatura do democrata. Na ocasião, o governador comentou que "já está na hora" de Murilo decidir se vai concorrer e escolher seu suplente. Mas, ontem, o peemedebista disse que não se encontrou com o prefeito para discutir o assunto. "Ele estava pescando e eu estava aqui", justificou.

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