Quarta, 24 de Janeiro de 2018

André diz estar na "coluna do meio" na corrida presidencial

11 MAI 2010Por 07h:55
lidiane kober

O governador André Puccinelli (PMDB) voltou a classificar como indefinida sua posição na disputa pela Presidência da República e novamente adiou seu anúncio sobre o rumo do PMDB de Mato Grosso do Sul na eleição nacional. “Estou na coluna do meio”, disse, ontem, ao ser indagado sobre sua preferência entre os presidenciáveis Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB).

Contudo, Puccinelli demonstra estar bem mais próximos dos tucanos. Com os aliados históricos, ele até negocia a composição da chapa majoritária. O seu objetivo é contar com a presença do vice-governador Murilo Zauith (DEM) na chapa, como candidato ao Senado. “Quero insistir com o Murilo”, declarou, ontem, no ato de inauguração do Centro Penal Agroindustrial da Gameleira. “Todas as condições que nós pudermos dar, nós queremos dar para ele sentir conforto para concorrer”, completou.

Em contrapartida, o vice-governador mantém o silêncio. “Ele está falando com o Nelson Trad Filho, (prefeito de Campo Grande) e me disse que iria a Brasília, falar com o Nelson Trad (deputado federal) pai. Ele está em tratativa com a família Trad”, comentou Puccinelli.
Enquanto trabalha para garantir a presença do DEM - que forma com o PSDB e o PPS o Bloco Democrático Reformista (BDR) - em sua chapa majoritária, com os representantes do partido de Dilma Rousseff, o governador segue fazendo acusações. Além disso, ele não se cansa de reiterar a negativa de montar segundo palanque para petista no Estado, na eventualidade de o ex-governador José Orcírio dos Santos (PT) manter a decisão de enfrentá-lo na sucessão estadual.

Apesar das evidências, Puccinelli encheu a boca para declarar que está “na coluna do meio” na polarização do PT com o PSDB na corrida presidencial. E diante da suposta indefinição, adiou para o final do mês seu anúncio do rumo que vai tomar o seu partido na sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A princípio, o governador prometeu acabar com o mistério no dia 31 de março. Em seguida, adiou a decisão para abril, depois para maio, sem especificar a data e, ontem, para o último dia deste mês. “Agora é de verdade, verdadeira”, assegurou.

Encontro com Lula
Questionado se o presidente já marcou data para encontrá-lo em Brasília a fim tratar das eleições de outubro, Puccinelli afirmou que a conversa ainda não tem data, mas voltou a ressaltar o desejo de reunir as lideranças do PMDB para discutir o futuro do partido. “Se o presidente nos convocar, que ainda não nos chamou, ouviremos e diremos: nos dê uma semana para discutirmos com nossos prefeitos, com nossos deputados estaduais e federais e, de retorno, nós lhe traremos a resposta”, disse.

No caso de Lula não o convocar, até o final de maio, para reunião, juntamente com o presidente do PMDB, deputado federal Michel Temer, conforme foi combinado na visita do petista a Ponta Porã, o governador vai decidir seu rumo na sucessão presidencial sem ouvir Lula.

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