Sexta, 23 de Fevereiro de 2018

ESCÂNDALO DO VÍDEO

André abre sigilos fiscal e bancário

25 SET 2010Por 11h:06

 

Lidiane Kober
 
O governador André Puccinelli (PMDB) colocou ontem à disposição do Ministério Público Estadual (MPE) seu sigilo fiscal e bancário para provar inocência no suposto esquema de pagamento de propina a autoridades dos Poderes de Mato Grosso do Sul e ao MPE. Ele ainda interpelou judicialmente o deputado estadual Ary Rigo (PSDB) e declarou que o Executivo não recebeu devolução de parte do duodécimo da Assembleia Legislativa e também não atendeu pedido de suplementação de recursos para o Ministério Público. “Não houve devolução alguma, com exceção do Tribunal de Justiça, que foi suplementado (o duodécimo) em parte”, disse, sem dar mais detalhes. 
Em vídeo divulgado na última terça-feira no You Tube, o parlamentar tucano revelou suposto esquema de distribuição de dinheiro a desembargadores do TJ, ao MPE, ao governador e aos 24 deputados estaduais. “Para restabelecer a verdade”, Puccinelli interpelou judicialmente Rigo. “Não houve repasse nem retorno de dinheiro para o Executivo, não houve repasse nem retorno de dinheiro para o Tribunal de Justiça, não houve repasse de dinheiro da Assembleia para o Ministério Público”, afirmou. 
Na interpelação, o governador destaca que é preciso que o parlamentar “confirme e esclareça as declarações feitas no vídeo, a fim de apontar o procedimento, as datas e os nomes dos agentes políticos, magistrados e agentes públicos estaduais envolvidos no suposto esquema de recebimento ilícito de recursos, isto porque as declarações foram feitas de forma aleatória e sem qualquer comprovação”. Rigo terá 48 horas para responder a interpelação, protocolada ontem.
Para reforçar a informação de que “não houve repasse nem retorno de dinheiro”, Puccinelli lembrou que “foi o único governador que diminuiu os repasses para os Poderes”. “É público e notório que todos os Poderes reclamavam da diminuição do percentual. Diziam que com o percentual diminuído, mesmo que a receita tenha aumentado, não lhes era suficiente para fazerem as despesas do Tribunal de Justiça, do Ministério Público, do Tribunal de Contas e da Defensoria Pública”, ressaltou. “Por isso que nós contestamos (as declarações de Rigo)”, completou.

Leia Também