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volta por cima

Anderson Silva diz que se projeta em Bruce Lee

26 DEZ 13 - 23h:00folhapress

Nos cinco meses que se passaram desde a derrota para Chris Weidman, Anderson Silva se enxergou na pele de ídolos brasileiros como Senna, Ronaldo, Guga, Bernardinho, Oscar, além do chinês Bruce Lee e do americano Muhammad Ali, para dar a volta por cima.

A revanche acontece na madrugada de domingo, no hotel-cassino MGM Grand, em Las Vegas (EUA). Estará em jogo o cinturão dos médios do UFC, principal promoção de artes marciais mistas. A luta será exibida em pay-per-view e com delay de meia hora pela Globo.

"Eu me vejo e busco inspiração nas vitórias e derrotas de grandes ídolos do esporte como Ayrton Senna, Muhammad Ali, Ronaldo, Guga, Bernardinho e Oscar e o inigualável [ator] Bruce Lee, que sofreu um acidente e foi desenganado pelos médicos", contou Anderson à reportagem.

O chinês, que também era lutador e instrutor de kung fu, ouviu de médicos que jamais voltaria a se dedicar a atividades físicas novamente, após sofrer uma contusão no quarto nervo sacral (parte baixa da coluna vertebral).

Após ficar preso a uma cama durante um semestre, Bruce instituiu ele próprio um programa de recuperação. Conforme a sua carreira cinematográfica mostrou posteriormente, funcionou com perfeição, apesar de ter sido desenganado pelos médicos.

Mas quem passou por situação extremamente semelhante ao de Anderson foi Ali.

Em 78, o então campeão mundial de boxe dos pesados, assim como Anderson um ícone em seu esporte, perdeu para um rival bem menos experiente, Leon Spinks.
Weidman tinha nove lutas ao bater Anderson, e Leon, sete.

As idades de Ali (36) e Anderson (38) estavam próximas e, pouco antes da luta, Weidman disse que pretendia tentar repetir o feito de Leon Spinks.

"Eu posso chocar o mundo como ele [Leon] chocou", havia afirmado o americano.

E não é segredo que Anderson tem Ali como grande ídolo e já chegou a assistir a seus combates como motivação.

Agora, Anderson planeja repetir Ali, que reconquistou o título, em sua revanche.

"Pensar nesses ídolos, recuperar suas histórias, serviu muito pra que eu pudesse retornar mais forte e mais experiente", finaliza, com um sorriso, Anderson. 

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