Sábado, 21 de Abril de 2018

Analistas do mercado financeiro mantêm estimativa para inflação e taxa Selic

6 SET 2010Por 11h:15
     Analistas do mercado financeiro mantiveram as estimativas para a inflação oficial e para a taxa básica de juros, a Selic, ao final deste ano, segundo o boletim Focus, divulgado hoje (6) pelo Banco Central (BC).

                                A projeção para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), escolhido pelo governo para acompanhar a meta de inflação, é de 5,07%, em 2010. Para 2011, a projeção foi alterada de 4,87% para 4,85%.

                                Para a taxa Selic foi mantida a atual projeção (de 10,75% ao ano) até o final deste ano. A reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do BC da semana passada manteve a taxa Selic em 10,75% ao ano. As explicações detalhadas para essa decisão estarão na ata que será divulgada na próxima quinta-feira (9).

                                O Copom mantém a taxa quando acredita que o patamar é suficiente para gerar equilíbrio entre o que se produz, o que se compra e os preços cobrados pelos produtos e serviços.

                                Para 2011, os analistas mantiveram a projeção de 11,50% ao ano para a taxa Selic.

                                O boletim Focus também traz a estimativa para o Índice de Preços ao Consumidor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (IPC-Fipe) que neste ano deve ficar em 4,90%, contra os 4,99% previstos no boletim anterior. Para 2011, a projeção passou de 4,53% para 4,55%.

                                A estimativa para o Índice Geral de Preços ? Disponibilidade Interna (IGP-DI) foi alterada de 8,49% para 8,43%, neste ano, e permaneceu em 5%, em 2011. A expectativa para o Índice Geral de Preços de Mercado (IGP-M) neste ano passou de 8,56% para 8,71%. Para o próximo ano, permaneceu em 5,01%.

                                A projeção dos analistas para os preços administrados foi mantida em 3,55%, em 2010, e em 4,80%, em 2011. Os preços administrados são aqueles cobrados por serviços monitorados, como combustíveis, energia elétrica, telefonia, medicamentos, água, educação, saneamento, transporte urbano coletivo, entre outros.

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