Terça, 16 de Janeiro de 2018

Analistas acreditam que Copom manterá a taxa básica de juros em 10,2%

31 AGO 2010Por 09h:30
     

Começa hoje (31) mais uma reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) para discutir os rumos da taxa básica de juros (Selic), que está em 10,75% ao ano, depois de três ajustes seguidos: de 8,75% até abril para 9,50%, depois para 10,25% em junho e para o nível atual em julho.

A maioria dos analistas financeiros acredita, no entanto, que se fortalecem no mercado doméstico os indicadores de que o BC deve conter o processo de aperto monetário já nesta reunião, que terminará amanhã (1º). Entre esses indicadores destaca-se, principalmente, o controle da inflação, que está em declínio, depois de recrudescer no início do ano.

Esse é o entendimento do presidente do Sindicato das Financeiras do Estado do Rio de Janeiro (Secif-RJ), José Arthur Assunção. Ele acredita que "o ciclo de ajustes da Selic chegou ao fim" e prevê que com o retorno gradativo da inflação ao centro da meta de 4,5%, aumentam as chances de o Copom começar a reduzir a taxa básica de juros já no segundo trimestre do ano que vem.

O economista-chefe do Banco Schahin, Silvio Campos Neto, também está confiante de que o colegiado de diretores do BC deve decidir pela manutenção da taxa atual. Ele diz que embora as condicionantes do crescimento interno continuem sólidas, com expansão da renda e do crédito, "o comportamento mais ameno da inflação corrente e o aumento das incertezas globais devem dar sustentação à decisão do BC" pelo fim do processo de aperto monetário.

Maristella Ansanelli, chefe do Departamento Econômico do Banco Fibra, também ratifica que "todas as sinalizações apontam para a manutenção dos níveis atuais da Selic". Ela afirma que diferentemente do clima da última reunião do Copom (20 e 21 de julho), as expectativas agora estão bastante coordenadas, embora as projeções para a inflação ainda apresentem grande dispersão.

        A economista estima que os índices de preços podem reacelerar já a partir de setembro, tanto por conta dos impactos do contínuo estreitamento do mercado de trabalho quanto pela recuperação dos preços dos gêneros alimentícios. Ela lembra que o principal foco de pressão inflacionária, nos próximos meses, deve vir dos salários, uma vez que estão programados importantes reajustes salariais.

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