Quarta, 21 de Fevereiro de 2018

MÚSICA

Amy Winehouse: no Rio, um show curto e grosso

11 JAN 2011Por VEJA ONLINE09h:14

Muitas das 14 000 pessoas que lotaram a casa de shows HSBC Arena, na zona oeste do Rio, surpreenderam-se com a certa pontualidade com que a cantora inglesa Amy Winehouse entrou no palco e abriu o vozeirão para entoar seus sucessos. Às 22h40, Amy já cantava o hit Tears dry on their own, enquanto Danielle Winits (gravidíssima) e o marido Jonatas Faro chegavam calmamente à arena de shows.

Ao mesmo tempo, uma turma partia velozmente em direção ao camarote, na tentativa de ouvir a canção. Entre eles estavam o jornalista Zeca Camargo e a atriz Grazi Massafera– de salto alto e uma minissaia daquelas que fazem qualquer caminhada virar uma corrida com obstáculos.

Entre uma cerveja e outra no palco (sim, Amy incorporou à sua performance largos goles de cerveja direto da garrafa), havia no ar uma certa expectativa de qual gafe ela cometeria na apresentação– algo ainda mais tenso que o tropeção que a fez ser amparada por um dos vocalistas da banda.

Nada mais grave aconteceu. Talvez por não ter havido tempo suficiente. Sem seguir a lista de músicas programada (sete canções inicialmente previstas desapareceram do repertório) e com menos de uma hora de show, ela despediu-se do público. Pouca gente entendeu se a apresentação realmente terminara– principalmente porque boa parte do público, com a chuva e trânsito, demorou horas para chegar ao local da apresentação.

Murilo Benício, bem-humorado, brincou que o jeito era ele próprio subir para cantar também. Afinal, Amy Winehouse é trilha sonora freqüente em sua casa, quando ele e a mulher, a atriz Guilhermina Guinle, reúnem amigos.

Com Benício estava um grupo animado, composto por sua mulher, pela atriz Giulia Gam e apresentadora Ana Paula Araújo, entre outros amigos, que puxaram um coro “Canta! Canta!”.

Murilo não cantou. E Amy voltou ao palco com o vestido de estampa de tigre colado ao corpo (que dava a impressão de que um topless acidental em sua passagem pelo Rio se repetiria).

Ela voltou, mas ficou pouco. Às 23h34, sem se despedir direito, foi embora de vez. Pelo menos até o próximo show, amanhã, também no Rio.

Pode até ser que a curta duração do show tenha desapontado muitos dos fãs presentes, mas para as funcionárias públicas Renata Pinheiro e Márcia de Paula, valeu a pena mesmo assim. Vestidas em homenagem à inglesa, com perucas ao estilo `musa de rehab` compradas em uma rua de comércio popular no Rio, as duas se destacavam em meio à plateia. “É que a gente ama a Amy”. Disso, ninguém duvida.
 

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