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Amigos de garoto morto em roubo clamam por Justiça

20 JUL 10 - 08h:24
Vânya Santos

Parentes e amigos de Paulo Henrique Rodrigues, o Paulinho, fizeram manifestação pacífica pedindo Justiça, na tarde de ontem, em frente ao Fórum de Campo Grande, onde o juiz da 2ª Vara Criminal, Olivar Augusto Roberti Coneglian, conduzia audiência sobre o caso. Paulinho, então com 17 anos, foi morto no dia 17 de fevereiro deste ano por Marcelo de Souza Ribeiro, o Cicatriz, 19 anos. Na ocasião, o réu havia assaltado a Mercearia Vidal e na fuga baleou o jovem, que trabalhava numa bicicletaria no cruzamento das ruas Acaia e Itaoca, Bairro Jardim Tarumã. Além de Marcelo, Alessandro da Anunciação, o Testa, 27 anos, foi preso acusado de ser o dono da pistola calibre 45 usada no crime.
Conforme a mãe de Paulinho, Maria Aparecida dos Santos Neres, 36 anos, se as 14 testemunhas de acusação prestassem depoimento ainda ontem, o magistrado teria condições de anunciar a sentença no máximo em 60 dias, já que não existem testemunhas de defesa.
Cerca de 20 pessoas vestiram camisetas com a fotografia de Paulinho e seguraram faixas pedindo Justiça pela morte do jovem. “Esperamos que eles paguem pelo crime”, garantiu Maria. Mãe de outros três filhos, com idade entre 21 e dois anos, Maria contou que atualmente depende de tratamento à base de medicamentos, enquanto o filho de 11 anos faz acompanhamento psicológico em decorrência do homicídio. “Ele saiu de casa para trabalhar e voltou num caixão”, relatou.
“Amanhã a vítima pode ser o familiar de outra pessoa”, exemplificou o padrasto Evanildo da Silva Neves, de 36 anos, dono da bicicletaria onde a vítima trabalhava. A namorada de Paulinho, Andressa Lopes Negrete, 15 anos, revelou que o jovem pretendia abrir o próprio empreendimento. Já a sogra do adolescente, Rita de Cássia Lopes, 45 anos, contou que em novembro de 2004 também perdeu um filho de 14 anos, na mesma rua em que o genro foi assassinado. “Mudei de bairro porque aquele lugar ficou triste”.
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