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Campo Grande - MS, sábado, 17 de novembro de 2018

Ameaçados, Fluminense e Botafogo duelam no Engenhão

12 SET 2009Por 23h:01
     

        Da redação

        Fluminense e Botafogo foram para lados opostos durante a semana em busca de paz. A equipe tricolor se refugiou em Mangaratiba, no litoral sul do Rio de Janeiro. O time alvinegro seguiu para Saquarema, na Região dos Lagos. Mas, neste domingo, às 17h30, os dois clubes, ameaçados de rebaixamento no Campeonato Brasileiro, se encontram no Engenhão para um jogo marcado pela tensão e a desconfiança das torcidas.
        Conhecido como "Clássico Vovô", o mais antigo do Brasil, o confronto entre Fluminense e Botafogo perdeu o charme. A única atração - que não é tão atraente assim - é a luta para permanecer na Primeira Divisão. Um luta que não condiz com a tradição e a história dos dois times, que se enfrentaram pela primeira vez em 22 de outubro de 1905, em amistoso vencido pela equipe tricolor por 6 a 0.
        Ambos chegaram à situação atual pelo mesmo caminho, com desmandos administrativos, dívidas crescentes, trocas incessantes de treinador e contratações malfeitas. Soma-se isso tudo e o resultado pode ser visto na tabela de classificação do Brasileirão.
        O Fluminense escolheu um luxuoso resort, em Mangaratiba, para achar a luz no fim do túnel. O time não pode adiar mais a reação, sob pena de ser rebaixado com algumas rodadas de antecedência. Precisa vencer, no mínimo, nove dos 15 jogos restantes para tentar evitar a queda.
        Tão grande quanto a pressão é o desgaste do elenco, abatido com a enxurrada de tropeços - o Fluminense só venceu três partidas das 23 disputadas no Nacional até o momento. "O nosso prazo está se esgotando", disse o técnico Cuca, num tom realista, sem rodeios.
        Seu maior desafio é levantar a cabeça de um grupo carente de talento e habituado a arranjar desculpas a cada fim de partida. O semblante da maioria dos atletas é de tensão. As brincadeiras entre eles são cada vez mais isoladas.
        Diante do cenário paradisíaco do resort, cercado pela mata atlântica, o técnico buscou inspiração para virar o jogo. Promoveu alterações na equipe, fez inúmeras reuniões e palestras motivacionais. Ou o Fluminense vai ou racha de vez.
        O tom de voz do técnico Estevam Soares subiu durante a semana de treinamento do Botafogo, em Saquarema. Era uma bronca atrás da outra, exigindo mais atenção e eficiência do time. Na conhecida superstição alvinegra, até a estada no Centro de Treinamento do voleibol brasileiro foi visto como algo muito proveitoso.
        "Eles viveram num ambiente que transpira vitórias. Por isso, foi lucrativo", disse o treinador, que tenta a primeira vitória sob o comando da equipe alvinegra - até agora, em sete jogos, conseguiu cinco empates e perdeu duas vezes.
        Os maus resultados de Fluminense e Botafogo não repercutem apenas dentro de campo. No time tricolor, conselheiros já iniciaram processo de impeachment do presidente Roberto Horcades, que se arvora sucessor natural de Ricardo Teixeira no comando da Confederação Brasileira de Futebol. No Botafogo, os dirigentes também sofrem com brigas internas.
        O Fluminense, lanterna da competição, já foi ao fundo do poço em 1999, quando disputou a Terceira Divisão do Brasileiro. O Botafogo teve seu maior revés em 2002, ao cair para a Série B.
        Num clássico que já arrastou multidões para acompanhar Gérson, Garrincha, Nilton Santos e Rivelino, a escassez de talento assusta e afugenta o público do Engenhão. Só mesmo os mais fanáticos, adeptos da máxima a esperança é a última que morre, não entregam os pontos. (informações do Estadão)
        
        

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