Segunda, 25 de Junho de 2018

AMANHÃ NO CORREIO DO ESTADO - Em alta, preço da carne bovina deve subir mais 15%

2 AGO 2010Por 23h:15
Os preços da carne bovina estão até 14,4% maiores ao consumidor de Campo Grande, por conta do período de estiagem, que reduziu a oferta de animais para o abate nos frigoríficos do todo o País. Segundo o coordenador do Núcleo de Estudos e Pesquisas Econômicas e Sociais da Uniderp-Anhanguera (Nepes), Celso Correia de Souza, a estimativa é de que esses valores ainda poderão ficar até 15% maiores nos próximos três meses por conta da entressafra, que mais rigorosa que a de 2009. "Estamos com uma seca mais grave que no ano passado, o que reduz a pastagem dos animais, diminuindo a oferta aos frigoríficos, enquanto a demanda ainda é a mesma. Podemos esperar para a outra metade do período de entressafra que ainda resta preços entre 10% e 15% maiores ao consumidor", explica.

Dados do Nepes, revelam que o quilo dos cortes acém e agulha, por exemplo, em três meses saltaram de R$ 7,22 para R$ 8,26, em média, nas gôndolas dos supermercados da Capital. Todos os 13 cortes pesquisados pela instituição sofreram alterações positivas nos preços entre março (início de entressafra) e final de junho. Além do acém e da agulha, também tiveram altas significativas o contra filé (12,2%), cujo quilo passou de R$ 13,29 para R$ 14,92; o músculo (8,7%), que subiu de R$ 7,35 para R$ 7,99; alcatra (7,55%) com valor médio do quilo saindo de R$ 13,37 para R$ 14,38; e a costela, com 6,8% de acréscimo, saltando de R$ 5,57 para R$ 5,63.

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