Quarta, 20 de Junho de 2018

Amanhã fazem 25 anos que emendas das Diretas Já foi derrubada

25 ABR 2009Por 23h:13
     

Da redação

 

Eram quase duas horas da madrugada do dia 26 de abril de 1984, quando a notícia foi confirmada em Brasília. Acabara de ser derrotada a proposta das Diretas Já - emenda constitucional que propunha a realização de eleições diretas para a escolha do próximo presidente da República. O jejum eleitoral para o cargo de mais alto mandatário do País, que durava longos 20 anos, desde o golpe militar de 1964, iria prosseguir.

Dez dias antes, cerca de 1,5 milhão de pessoas havia se reunido no Vale do Anhangabaú, em São Paulo, no comício de encerramento da campanha nacional pela aprovação da emenda - campanha que em menos de um ano empolgara o País inteiro e unira todos os setores de oposição à ditadura.

Mas a virada não veio - as diretas só emplacariam em 1989, quando o alagoano Fernando Collor de Mello foi eleito presidente - e hoje, passados exatos 25 anos da ressaca cívica e com o País mergulhado em sucessivas crises institucionais, vale perguntar, mesmo que a contrapelo dos métodos de análise histórica: o que teria acontecido se a emenda tivesse sido aprovada?

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