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Amamentar só traz vantagens

2 AGO 10 - 06h:53
CRISTINA MEDEIROS

A primeira coisa que se deve ensinar para uma mulher que vai ser mãe é sobre o poder que a amamentação terá sobre a vida de seu filho. Esta é a opinião de Abyjaine da Cruz Montes Moura, neonatologista e chefe do Departamento de Pediatria do Hospital Universitário de Campo Grande. A médica falou ao Correio do Estado sobre a importância do leite materno, em referência ao Dia Mundial da Amamentação, comemorado ontem, e à Semana Mundial da Amamentação, que prossegue até sábado.
“Toda mãe precisa entender que o leite materno foi feito especificamente para o filho dela. Ele é o alimento mais importante, mais completo e de alta complexidade biológica que ela pode oferecer a ele”, completou a médica, lembrando que nos próximos dias o Hospital Universitário manterá a ação iniciada ontem, de distribuição de folderes em vários espaços públicos da Capital, ensinando sobre a importância da amamentação.
O leite materno é recomendado como alimento exclusivo durante os primeiros seis meses de vida, pois atende necessidades nutricionais e garante o crescimento e o desenvolvimento dos bebês. Uma criança de até seis meses não precisa nem beber água, já que o leite materno contém o líquido suficiente para mantê-la hidratada. O leite ainda tem proteínas, vitaminas, ferro, sais, cálcio, fósforo, gorduras e outros nutrientes na medida certa, como uma enzima chamada lípase, que ajuda o bebê a digerir as gorduras.
“Algumas crianças são capazes de, em cinco minutos, sugarem efetivamente e se satisfazer, retirando o mesmo volume de leite que outra criança leva mais tempo para extrair. Isto justifica a afirmativa de que a duração e a quantidade das mamadas são determinadas pela interação mãe/filho e não por tempo fixado”, explicou a pediatra.
Segundo ela, para muita gente o ato de amamentar é automático, com hora marcada para as mamadas, mas não é bem assim. “Cada criança tem seu ritmo. O ideal é amamentar no momento em que o bebê tiver fome e pelo tempo que ele quiser”.

Saúde equilibrada
Amamentar beneficia o bebê de diversas formas, já que ele fica menos sujeito às infecções, porque o leite materno é estéril, isento de bactérias e contém fatores anti-infecciosos. Ele protege contra doenças como otite, alergia, vômito, diarreia, pneumonia, bronquiolite, meningite, previne contra doenças futuras e é essencial para o desenvolvimento físico e psíquico do bebê.
A pediatra Abyjaine Moura explica que para muitas mulheres o ato de amamentar é mais fácil do que para outras, que têm mais dificuldades motivadas por vários fatores emocionais ou físicos. “Caso a mulher esteja dentro deste grupo, é preciso que ela busque orientação com o pediatra, que vai detectar onde está o problema e orientá-la”.   
O momento da amamentação cria uma ligação entre mãe e filho. Com isso, a criança sente-se menos rejeitada, fica mais segura e até mais inteligente. Além disso, corre menos risco de se tornar obesa, de contrair cáries, de desenvolver alergias, de ter problema de fala, já que o ato de sugar ajuda no desenvolvimento das mandíbulas.
Apesar dos conselhos dos médicos para manter o aleitamento exclusivo, muitas mães ficam inseguras com a amamentação. Elas acham que o leite não é forte o suficiente, ou que não têm quantidade suficiente para alimentar a criança, mitos que muitas vezes são reforçados por outras mulheres. “Leite fraco não existe. O que pode acontecer é baixa produção de leite associada ao pouco número de glândulas mamárias em algumas mulheres, mas isso é muito raro”.
Segundo a médica, o que aumenta a quantidade de leite é a ingestão de 4 a 6 litros de líquido diariamente – “é preciso evitar cafeína e cítricos” – assim como manter a tranquilidade e contar com o apoio do pai da criança e da família.
Os comentários abaixo são opiniões de leitores e não representam a opinião deste veículo.

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