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Anefac

Alta na Selic deixa carro
R$201 mais caro

25 FEV 14 - 10h:23dgabc.com.br

Nesta semana, o Copom (Comitê de Política Monetária) do BC (Banco Central) decide como ficará a taxa básica de juros nacional, a Selic, nos próximos 45 dias. Atualmente, ela está em 10,5% ao ano. Mas, pelas previsões do mercado financeiro, passará para 10,75% na quarta-feira. Desta maneira, um financiamento de veículo de R$ 25 mil, parcelado em 60 meses sem entrada, ficaria R$ 201,19 mais caro. No fim das contas, o valor saltaria de R$ 39.974 para R$ 40.176.

A simulação da operação é da Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade). De acordo com a entidade, a taxa média de juros de um CDC (Crédito Direto ao Consumidor) para a compra de veículo passará de 1,69% para 1,71% ao mês.

Esse incremento é previsto porque a Selic é uma espécie de piso das operações de crédito. As instituições financeiras acompanham suas variações em suas linhas de empréstimos.

Porém, o responsável pela simulação, Miguel José Ribeiro de Oliveira, que é diretor executivo de estudos e pesquisas econômicas da Anefac, o atual cenário de competição entre os bancos pelos clientes de crédito pode fazer com que algumas instituições acabem absorvendo a elevação da taxa básica nacional.

ELEVAÇÃO - A previsão do mercado financeiro, apresentada pelo boletim Focus, do BC, mostrou nesta semana que a Selic deverá subir para 10,75%. No entanto, até a semana anterior, as estimativas dos analistas e economistas das instituições financeiras e empresas não financeiras era de que a Selic chegaria aos 11% nesta reunião do Copom, que divulga o resultado na quarta-feira.

Caso atinja esse maior patamar, o acréscimo em um financiamento de um veículos de R$ 25 mil, em 60 parcelas sem entrada, será de R$ 402,91. O preço total saltaria de R$ 39.974 para R$ 40.377.

GERAL - Seguindo a previsão do mercado financeiro, de que a Selic passará de 10,5% para 10,75% ao ano, a Anefac prevê que os juros do comércio subam de 4,35% para 4,37% ao mês. No caso do cartão de crédito, a expectativa é de incremento de 9,37% para 9,39% ao mês e, no cheque especial, de 8,03% para 8,05% ao mês. Os empréstimos pessoais dos bancos ficariam 0,02 ponto percentual mais caros, de 3,26% para 3,28% ao mês.

HISTÓRICO - Caso os diretores do BC decidam por elevar a taxa básica de juros, será o seu oitavo aumento consecutivo desde março do ano passado. Nesta época, o governo federal começou a se mostrar preocupado com o avanço da inflação do País. E, com a expansão das taxas de juros, é esperado desaquecimento da demanda por empréstimos, o que impactaria no consumo que, reduzido geraria, uma desaceleração no avanço dos preços.

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