domingo, 22 de julho de 2018

Alta dos produtos agrícolas pode reativar Doha

11 MAI 2008Por 14h:45
     

        Da redação

        Diante da alta dos preços das commodities, os ministros do Brasil e dos Estados Unidos tentam dar um novo impulso à Rodada Doha da Organização Mundial do Comércio (OMC). A partir de terça-feira, o chanceler Celso Amorim se reúne com a representante de Comércio da Casa Branca, Susan Schwab, em Roma. O objetivo será o de tentar aproximar posições, enquanto a OMC prepara o que deve ser o rascunho final de um acordo. Adormecida por meses, a OMC voltou a ganhar destaque diante da crise nos alimentos. Pascal Lamy, diretor da entidade, alertou na semana passada que as negociações podem dar uma resposta a médio prazo aos problemas no comércio de alimentos, abrindo mercados e reduzindo as distorções nos preços internacionais.
        O governo brasileiro insiste que não há melhor momento de se fechar a negociação como agora. Com a alta nos preços das commodities, os grandes países ricos não estão sendo obrigados a gastar bilhões em subsídios a seus produtores. Um corte profundo nesse nível de ajuda, portanto, poderia ser mais fácil de ser alcançado.
        O Itamaraty também estima que a crise no setor de alimentos evidencia a necessidade de que as barreiras ao comércio sejam eliminadas. O Brasil insistiu nessa tecla por semanas. Mas teve seu próprio discurso prejudicado quando o Ministério da Agricultura tomou medidas para barrar a exportação de arroz. A iniciativa foi usada pelos países importadores como uma demonstração de que as medidas protecionistas são necessárias nessa etapa da crise. Governos como o da França já indicaram que a solução não seria a abertura de mercados, mas a garantia de maiores barreiras e subsídios para assegurar que todos os países possam ter auto-suficiência na produção de alimentos. "É incrível como as diplomacias tem a capacidade de traduzir os eventos no mundo real em argumentos para legitimar suas posições que não mudam há anos", afirmou Crawford Falconer, medidador das negociações agrícolas da OMC. Falconer admitiu na sexta-feira que planeja apresentar um novo texto de um acordo no final desta semana ou início da próxima. (informações do Estadão)

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