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ECONOMIA

Alimentos puxam inflação, que sobe 0,49% na Capital

Alimentos puxam inflação, que sobe 0,49% na Capital
06/05/2010 06:44 -


ADRIANA MOLINA

Puxada novamente pelo grupo alimentação, a inflação de Campo Grande registrou, em abril, alta de 0,49%. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), calculado pelo Núcleo de Estudos e Pesquisas Econômicas e Sociais (Nepes), da Universidade Anhanguera-Uniderp, verificou ainda que, com o percentual, a inflação acumulada no quadrimestre na Capital já atinge 60% da meta anual prevista pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).
De janeiro a abril, Campo Grande teve inflação de 2,7%, enquanto a meta do governo federal é de 4,5%. Isso significa que nos próximos oito meses, a cidade terá que manter percentuais mensais na casa dos 0,22% − missão quase impossível com as crescentes altas dos alimentos, principalmente das carnes: a bovina subiu 2,34% em média. Alguns cortes chegaram a subir 7,42% no último mês, como no caso da paleta.

“Porém, o CMN nos deu uma margem de tolerância de 2 pontos para mais ou para menos. Com isso, acredito que poderemos ficar dentro da meta, que passa a ser de, no máximo, 6,5%”, explica o coordenador do Núcleo, Celso Correia de Souza. Ele calcula, que, embora a carne tenha ficado mais cara por conta da alta na arroba do boi de cerca de 10% nos últimos meses, os hortifrútis devem, de certa forma, estabilizar a inflação em Campo Grande por conta da trégua das chuvas que já começou a reduzir os preços neste mês. “Acredito que isso deve fazer com que a inflação na Capital fique em torno de 0,3% nos próximos meses”, prevê.

Com a estimativa do coordenador, o acumulado anual deve chegar a 5,1%, cerca de 13,3% mais que o planejado pelo CMN, porém dentro do tolerado pela margem, de até 6,5%. Outra colaboradora para controlar o índice, segundo Souza, deve ser a recente decisão de aumentar a taxa Selic em 0,75%, passando de 8,75% para 9,5%. Para ele, a ação deve impactar positivamente no controle dos preços em Campo Grande. “Isso faz com que os juros de mercado subam, dificultando o acesso ao crédito, consequentemente reduzindo o consumo. Sem demanda, há excedente de oferta e queda de preços”, constata.

Felpuda


Dois pedidos de desculpas, de autorias diferentes, foram assuntos muito comentados nas redes sociais com críticas ácidas às suas declarações, até porque os envolvidos não só os usaram despropositadamente, como tiveram de voltar a eles para se redimirem. Um deles, inclusive, quase criou uma crise política da-que-las, o que obrigou seu pai, figurinha carimbada, a pular miúdo para colocar panos quentes sobre a questão. Essa gente!...