sexta, 20 de julho de 2018

CAMPO GRANDE

Alimentação puxou gastos em 2010

9 FEV 2011Por DA REDAÇÃO14h:40

O principal destaque do Índice de Preços ao Consumidor (IPC/CG) de 2010, calculado pelo Núcleo de Estudos e Pesquisas Econômicas e Sociais (Nepes), da Universidade Anhanguera-Uniderp, foi o gasto em Alimentação. “A variação acumulada alcançou o patamar de 13,78%, muito acima da inflação acumulada em Campo Grande, que atingiu a marca histórica de 6,32%, a maior desde 2003, e além da meta prevista para o ano”, comenta o pesquisador do Nepes José Francisco dos Reis Neto.

Mas, de acordo com Reis, se o grande vilão da inflação em 2010 foram os gastos com Alimentação, no entanto, outros itens relacionados às Despesas Pessoais também merecem atenção na sua variação. “Costureiras, empregadas doméstica, manicures, médicos, dentistas e prestadores de serviços em geral aproveitaram o ano aquecido com o aumento da renda pessoal e repuseram os seus preços, recuperando as margens reprimidas dos anos anteriores. Os gastos com serviços pessoais, vestuários, calçados e acessórios ficaram acima da inflação do ano”, pontua. O pesquisador conta ainda que para as famílias campo-grandenses, os gastos com os serviços pessoais consumiram uma boa parcela da sua renda. De uma forma geral, as costureiras e as empregadas domésticas aumentaram os preços dos seus serviços em quase 11%.

Ainda no grupo Despesas Pessoais, as mulheres gastaram mais em função do maior reajuste de preços nos itens de higiene pessoal, beleza e vestuário. Tiveram deflação os itens absorventes higiênicos (-2,5%) e limpeza de pele (-6,2%). Os reajustes abaixo da inflação ficaram para os itens hidratante (5,0%), protetor solar (1,7%) e condicionador (3,1%). “Porém, o xampu aumentou 11,6%, e ficar bonita e manter a elegância custaram mais caro, já que os institutos de beleza aumentaram os preços acima da inflação, ficando com majoração de 33,2% no corte de cabelo, 17,2% na manicure e 27,5% na pedicure”, destaca Reis. Segundo dados do IPC, para elas, também ficou mais caro vestir. Apenas os vestidos tiveram uma redução de -12,5%, enquanto que bermudas (10,2%), blusas (10,0%), sutiã (6,9%), saia (8,5%) e calçados (36,7%) aumentaram os seus preços acima da inflação acumulada. Já os homens, de uma forma geral, sofreram menos com a inflação do ano. Foi observada a redução de preços para as camisetas (-0,7%), bermudas (-4,6%) e tênis (-10%). Os seus acessórios, com cintos, carteiras, aumentaram em 74%, e o corte de cabelo em 25%.

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