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Aliados articulam impeachment de Arruda

Aliados articulam impeachment de Arruda
23/02/2010 03:53 -


De olho no Supremo Tribunal Federal (STF), a Câmara Legislativa usou ontem dois pesos e duas medidas ao decidir-se sobre os processos de impeachment de José Roberto Arruda (sem partido, ex-DEM) e Paulo Octávio (DEM), governador afastado e governador em exercício do Distrito Federal. A relatoria do processo contra Arruda foi entregue a um deputado distrital da oposição - Chico Leite, do PT, que quer pressa. A votação foi unânime. O relator do processo contra Paulo Octávio também é conhecido: será Batista das Cooperativas (PRP), um governista, que não tem pressa. A votação que formalizará o nome dele foi adiada para quinta-feira. Ao permitir que Chico Leite relate o processo de impeachment do governador eleito, a Câmara Legislativa manda um recado ao Supremo Tribunal Federal (STF) de que a disposição do Legislativo em cassar o mandato de Arruda é para valer. Ao mesmo tempo, ao controlar com torniquete a situação política de Paulo Octávio, a Câmara pretende mandar a mensagem de que o Distrito Federal vive uma rotina institucional, com a cadeia de sucessão em operação normal. A ideia é demover o STF de autorizar a intervenção federal no Distrito Federal. Nesta quinta-feira, a suprema corte analisará o mérito do pedido de habeas corpus do governador afastado, preso pela Polícia Federal por obstruir as investigações do “Mensalão do DEM”, esquema de corrupção do qual ele era o mentor. Leite terá prazo de dez dias para apresentar seu parecer que deverá ser pelo prosseguimento do processo. Se aprovado pela Comissão Especial, irá para o plenário e Arruda terá 20 dias para apresentar defesa. O deputado anunciou, no entanto, que pretende entregar o parecer ainda nesta semana. Na quinta-feira passada, quando Paulo Octávio anunciou que não renunciaria ao cargo, como havia anunciado à imprensa e aos aliados, os deputados distritais não perderam tempo. Cobraram da procuradoria da Câmara o parecer sobre os pedidos de impeachment do governador em exercício, reabriram a sessão plenária, indicaram um relator e, em quinze minutos, aprovaram a abertura de processo contra Paulo Octávio. Também citado como um dos beneficiários do esquema de corrupção local, o empresário vinha sendo poupado pelos parlamentares. O cenário mudou no final de semana, quando Paulo Octávio chamou os deputados para um almoço. Nenhum dos convidados quis falar com a imprensa depois. Alguns até negam que lá estiveram. O resultado da conversa, porém, ficou explícito anteontem, quando a análise do processo de impeachment do governador afastado foi adiada. “Eles entregaram a cabeça do Arruda para salvar a do Paulo Octávio”, resumiu um oposicionista. Pelo menos, será essa a estratégia no primeiro tempo.

Felpuda


As pré-candidaturas bizarras estão se espalhando nas redes sociais, nos perfis de quem acredita que esse tipo de “campanha eleitoral” poderá resultar em votos e até levar à conquista de uma vaga na Câmara Municipal de Campo Grande. Se antes isso era visto apenas no horário eleitoral na TV, agora está se espalhado como erva daninha nas redes. Como diria vovó: “Esse povo ainda se acha!” Afe!