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domingo, 17 de fevereiro de 2019 - 14h58min

Alerta vermelho

30 JUL 10 - 09h:18
Thiago Andrade

Medidas simples podem prolongar, e muito, a vida dos homens. Segundo dados do Ministério da Saúde, a cada três mortes de pessoas adultas, duas são homens e a vida deles dura cerca de sete anos a menos que a média entre as mulheres. O motivo? Não é tão difícil descobrir. Homens evitam médicos e deste modo acabam não fazendo prevenção de doenças, hábito que já se tornou comum entre as mulheres.
Pensando nisso, foi desenvolvida a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem, que promoverá ações com o objetivo de aumentar a qualidade e o tempo de vida de pessoas do sexo masculino com idades entre 20 e 59 anos. Desde 25 de agosto de 2009, o programa está promovendo mudanças significativas na forma como os homens são tratados em políticas da saúde. Campo Grande, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), já iniciou o trabalho criando, por exemplo, o Centro de Referência da Saúde do Homem (saiba mais no box).
“Em pleno século 21, homens ainda morrem por falta de cuidado com a saúde, tanto física quanto mental e emocional. As políticas desenvolvidas pelo ministério vêm para bater de frente com os preconceitos socioculturais que afastam os homens de hospitais e médicos”, aponta a psicóloga Eliane Espíndola, gerente técnica de Saúde do Homem da Sesau.
Segundo ela, três motivos propiciam o afastamento da medicina preventiva, sendo eles, os horários de trabalho, a forma de comunicação entre o profissional de saúde e o paciente, e o meio sociocultural, apontado por Eliane como o fator principal. “O homem não é educado para se cuidar. Vivemos em uma sociedade que já estigmatizou a ideia de que homem precisa se virar, na qual médicos servem apenas quando os sintomas são muito fortes”, critica a gerente.
Apesar de o senso comum apontar como principal problema da saúde masculina as doenças relacionadas à próstata, o Ministério da Saúde concluiu que o que mais mata homens entre 20 e 59 anos são as doenças cardiovasculares, em primeiro lugar, seguido da violência, com acidentes de trânsito e homicídios ocupando as primeiras posições. As neoplasias, ou seja, os diversos tipos de câncer – inclusive o de próstata – são a terceira causa mais comum de óbitos.
“O número de mortes por problemas cardíacos seria bem menor caso homens se preocupassem em fazer o diagnóstico quando a doença está se instalando, quando ainda não existem sintomas de fácil percepção. Daí a necessidade de exames preventivos”, frisa Eliane. Ela lembra que o ministério também tem a preocupação de oferecer serviços de assistência social e ajuda psicológica na tentativa de diminuir os índices de violência.
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