Terça, 16 de Janeiro de 2018

Alemanha adota plano de US$ 100 bilhões até 2014 para sanear finanças

1 SET 2010Por 09h:00
     

O governo alemão adotou nesta quarta-feira um plano de austeridade de 80 bilhões de euros (US$ 100 bilhões) até 2010 para sanear as finanças públicas, abaladas pela crise.

O plano adotado pelo conselho de ministros prevê cortes nos gastos sociais, em particular na indenização aos desempregados de muito tempo ou no auxílio aos pais.

Também inclui cortes no orçamento de Defesa e a criação de um imposto sobre as passagens de avião com saída da Alemanha, que deve representar um bilhão de euros (US$ 1,27 bilhão) por ano e que foi muito criticado tanto pelas companhias aéreas como pelo aeroportos.

As empresas instaladas na Alemanha participarão no ajuste com um aumento da fiscalização ecológica e uma reforma da legislação sobre falências.

A chanceler Angela Merkel havia apresentado o programa de austeridade em junho. O plano foi muito criticado dentro e fora do país pelos potenciais efeitos negativos sobre a recuperação econômica.

TAXA

Apesar do risco de isolamento na Europa e no resto do mundo, a Alemanha adotou na quarta-feira (28) um projeto de taxa bancária como o objetivo de evitar que o contribuinte pague pelas falências dos bancos, mas a iniciativa pode terminar sendo apenas simbólica.

Os bancos alemães deverão destinar ao Estado uma parte de seus benefícios, segundo a iniciativa, que deve passar primeiro pelo Parlamento até o fim do ano.

A quantia arrecada criará um fundo ao qual será possível recorrer em caso de ameaça de falência de um banco considerado de importância estratégica.

O valor da taxa será proporcional ao tamanho do estabelecimento e ao grau de risco de suas atividades.

A Alemanha é o primeiro país a lançar a ideia de uma taxa deste tipo.

A opinião pública alemã manifestou muita irritação com os valores gastos pelo Estado para resgatar bancos, como por exemplo o do banco especializado no setor imobiliário Hypo Real Estate, que ainda se beneficia de mais de100 bilhões de euros (US$ 126 bilhões) de garantias.

        A Alemanha espera convencer outros países a adotar uma iniciativa similar, como uma maneira de preservar a competitividade de seus bancos, mas até o momento apenas a França parece entusiasmada com o projeto.

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