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Al Qaeda recruta jovens pelo Facebook para lutar na Síria

4 FEV 14 - 04h:00exame

Autoridades americanas e europeias estão preocupadas com o assédio de grupos extremistas para com seus cidadãos.

Pelo Facebook, grupos extremistas ligados à Al Qaeda e terroristas do próprio grupo estão tentando convencer jovens a se converterem e irem combater na guerra civil da Síria.

Muitos desses extremistas integram o Estado Islâmico no Iraque e Levante (EIIL) e o Jabhat al-Nusra, grupos ligados à Al Qaeda e que querem instalar um governo que siga a sharia (lei islâmica) na Síria.

Os grupos têm interesse em derrubar a ditadura de Bashar al-Assad, que manteve um governo secular e representa a minoria alauíta.

Segundo uma estimativa do International Centre for the Study of Radicalisation, 8500 estrangeiros, de 84 países, foram lutar na guerra civil nos últimos dois anos.

Europa

Diversas páginas foram abertas para tentar recrutar jovens europeus. Supostamente, elas seriam de jovens convertidos ao islamismo e que foram lutar na guerra.

Uma comissão da União Europeia passou a recomendar que os países do bloco não só peçam a proibição ou remoção desse material ilegal postado como revidem as postagens com novas mensagens, opostas, para rebater o discurso dos terroristas.

As páginas falam contra o governo de Assad, mas também contra rebeldes moderados e governos democráticos.

Há fotos de belas mansões que eles dizem ser dos combatentes. É uma maneira de deslumbrar os jovens e trazê-los aos grupos. Muitos também aparecem exibindo armas.

"A maioria desses jovens jihadistas são narcisistas. Querem aparecer em fotos e vídeos no Facebook e no YouTube com suas [armas] Kalashnikov. Querem encorajar colegas e amigos", disse Gilles de Kerchove, chefe na comissão anti-terror da União Europeia.

Autoridades da França, por exemplo, estimam que 250 franceses já tenham se convertido. Na Bélgica, são 200 os jovens que já foram para a Síria. Outro país que tem sido alvo direto dos extremistas é a Albânia.

O Facebook já se posicionou sobre os casos e diz que as páginas incitando violência são ilegais e foram deletadas da rede.

Estados Unidos

Em janeiro, autoridades americanas alertaram que a Al Qaeda estava recrutando americanos jihadistas em solo sírio para promoverem ataques contra os EUA, quando voltassem para casa.

Segundo o governo, cerca de 70 americanos já viajaram para a Síria para lutar na guerra civil.

O FBI diz estar monitorando esses cidadãos para interceptá-los antes de voltarem aos EUA.

Um deles é sabido que foi morto em combate em maio de 2013: Nicole Lynn Mansfield, de 33 anos, foi morta na província de Idlib.

Outro caso envolve Eric Harroun, um soldado reformado de Phoenix que foi julgado por conta de seu envolvido com os combatentes da al-Nusra.

Os comentários abaixo são opiniões de leitores e não representam a opinião deste veículo.

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