Domingo, 24 de Junho de 2018

Al-Qaeda no Paquistão é 'a maior ameaça terrorista' aos EUA, diz relatório

5 AGO 2010Por 23h:55
     

                Um relatório divulgado pelo governo dos Estados Unidos nesta quinta-feira afirma que, embora a organização extremista Al-Qaeda tenha sofrido baixas importantes em 2009, a liderança do grupo no Paquistão ainda é a principal "ameaça terrorista" ao país.

                

                

                Em Country Reports on Terrorism, o governo americano diz ainda que o grupo é "adaptável e resistente" e cita a presença crescente do grupo em países africanos com um desafio para diversos governos.

                

                O documento do departamento de Estado dos Estados Unidos afirma que extremistas foram responsáveis por 10.999 ataques em todo o mundo no ano passado - o menor número dos últimos cinco anos.

                

                Em 2009, 14.971 pessoas teriam morrido nas mãos de terroristas, uma queda acentuada em comparação às 22.736 mortes registradas em 2006.

                

                Afeganistão, Irã e Cuba

                

                A Al-Qaeda, segundo as autoridades americanas, "provou ser um grupo terrorista adaptável e resistente cujo desejo de atacar os Estados Unidos e interesses americanos no exterior continua forte".

                

                A insurgência liderada pelo Talebã no Afeganistão receberia financiamento e treinamento da Al-Qaeda, segundo o documento, e continuaria "resistente no sul e no leste, tendo aumentando a sua presença no norte e no oeste".

                

                O relatório apresentado ao Congresso americano também salientou o avanço da rede extremista na África, por meio do noroeste da Somália e do Iêmen, região classificada como "altamente instável, e um ambiente permissivo para trânsito e treinamento de terroristas".

                

                Os Estados Unidos classificam ainda o Irã, a Síria, Cuba e Sudão como estados patrocinadores de atividades terroristas, como fizeram no ano passado.

                

                Entre eles, o Irã é classificado como o principal patrocinador. Segundo o Departamento de Estado, o país é acusado de dar apoio a extremistas da região que "têm um impacto direto nos esforços internacionais para promover a paz, ameaçam a estabilidade econômica no Golfo (Pérsico), põem em risco a delicada paz no sul do Líbano e minam o crescimento da democracia".

                

                Em relação a Cuba, o governo americano diz que o país "há muito vem dando apoio às Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), ao ELN (Exército de Liberação Nacional, outro grupo guerrilheiro colombiano) e ao ETA (grupo separatista basco)".

                

                Como no relatório do ano passado, neste ano novamente a Coreia do Norte não é citado como estado que patrocina o terrorismo. Até o relatório de 2007, o país, que tem uma relação tensa com os Estados Unidos, recebia essa classificação.

                 

                BBC Brasil

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