Campo Grande - MS, quinta, 16 de agosto de 2018

Mundo

Al Qaeda diz que vídeo de Osama divulgado pelos EUA é falso

10 MAI 2011Por Uol13h:06

A Al Qaeda questionou a autenticidade de um dos supostos vídeos divulgados pelos EUA do terrorista Osama bin Laden, morto na semana passada em uma operação relâmpago por soldados do alto escalão da Marinha norte-americana. O vídeo em questão mostra Bin Laden observando uma televisão.

“Devem ficar atentos: os Estados Unidos mentem”, afirmaram membros do site Shumuj al Islam, que divulga vídeos da rede terrorista que era liderada por Bin Laden. A Al Qaeda destacou diferenças entre o homem visto e o verdadeiro Bin Laden, em particular as orelhas e os olhos.
As imagens foram divulgadas pelos EUA dias após a morte do terrorista em um complexo na cidade de Abbottabad, no Paquistão. O vídeo estaria entre o material recuperado de computadores e discos rígidos encontrados no local.

Viúvas de Bin Laden

O governo do Paquistão informou que seu serviço de inteligência garantirá que os Estados Unidos tenham acesso às três viúvas do terrorista Osama bin Laden que estão sob a custódia do país, informou o canal de televisão CBS.

Os agentes americanos terão total acesso às viúvas, o que significa que eles poderão entrevistá-las.

A decisão paquistanesa é anunciada em um momento em que a relação entre os dois países está abalada.

O jornal New York Times afirmou, por sua vez, que as autoridades paquistanesas retaliaram os Estados Unidos ao divulgar para a imprensa o nome do chefe da CIA em Islamabad.
O primeiro-ministro do Paquistão, Yousuf Raza Gilani, sob intensa pressão doméstica devido à falha de seu país em detectar a invasão de forças especiais americanas, acusou os EUA de "unilateralismo" e advertiu contra qualquer ação futura.

Ele também insistiu que o Paquistão se reserva o direito de "retaliar com força total", embora não tenha explicitado o que será feito se o presidente americano, Barack Obama, ordenar outro ataque contraterrorista de forma unilateral.

Mas, na Casa Branca, o secretário de Imprensa Jay Carney disse que Obama estava convencido de que tinha feito a coisa certa pelo envio de forças especiais na calada da noite em um ataque em que Bin Laden foi morto em seu esconderijo paquistanês.
"Obviamente levamos as declarações e as preocupações do governo paquistanês a sério, mas também não pedimos desculpas pela ação que nós tomamos, que o presidente tomou", disse Carney.

"Em sua mente não havia sombra de dúvida de que ele tinha o direito e o dever de fazer isso", disse Carney, alertando que Obama se reserva o direito de agir novamente contra líderes terroristas no Paquistão, se necessário.

Mas, a relação dos EUA com o Paquistão - que tem gozado de centenas de milhões de dólares de ajuda americana - afundando na crise, Carney ressaltou que os laços com Islamabad foram "muito importantes" para Washington.

"Nossa necessidade de cooperação continua sendo muito importante", disse Carney, acrescentando que Washington está conduzindo uma investigação completa utilizando os documentos apreendidos na casa de Bin Laden para avaliar o sistema de apoio da Al-Qaeda no Paquistão.

Carney repetiu a afirmação feita por seus superiores de que até agora não há razão para suspeitar de que altos funcionários do governo paquistanês sabiam que Bin Laden estava escondido na cidade, possivelmente por anos.

No Departamento de Estado, o porta-voz Mark Toner afirmou que a cooperação entre o Paquistão e Washington trouxe "resultados tangíveis" por uma década, mas admitiu que os dois lados não se veem sempre "olho-no-olho". 

Leia Também