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ECONOMIA

Agricultores familiares tem dívidas de R$ 18 milhões em Mato Grosso do Sul

Agricultores familiares tem dívidas de R$ 18 milhões em Mato Grosso do Sul
15/07/2012 10:30 - ADRIANA MOLINA


A agricultura familiar, aquela que sustenta a produção de alimentos do Brasil, está altamente endividada em Mato Grosso do Sul. Dados do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), apontam que cerca de 40% das 70 mil famílias produtoras do Estado estão inadimplentes com parcelas de financiamentos de terra, investimentos e safra, em programas como os de Crédito Fundiário, Banco da Terra e Pronaf. Somente nas linhas Crédito Fundiário e Banco da Terra, são cerca de R$ 18 milhões vencidos nos últimos dois anos, com inadimplência também de 40%. Em valores, não parece muito quando se compara com créditos bilionários para produção agrícola, mas é sim um montante expressivo, se considerado o poder aquisitivo dessas famílias, que na maioria dos casos, têm renda inferior à R$ 20 mil por ano.
 

Acima da média
A situação é preocupante também por outro motivo: o índice está acima da média nacional. “No Brasil temos cerca de 30% de inadimplência nessas duas linhas”, aponta o diretor do departamento de crédito fundiário do MDA, Dino de Castilhos, que na última semana esteve no Estado para apresentar alternativas de renegociação dessas dívidas, à lideranças da agricultura familiar.

Segundo ele, a situação chegou a esse ponto, não só em MS, mas em todo o País, essencialmente por conta da distorção de realidade de líderes oportunistas, que “vendiam” às famílias a ideia de que a terra sairia de graça, que adiante o governo perdoaria a dívida. “Mas é claro que existem casos em que elas realmente não tiveram condições. Os altos juros praticados no passado, transformavam os financiamentos em produtos caríssimos e, muitos acabaram não conseguindo pagar mesmo”, pondera.

A maioria dos contratos, são com valores máximos de R$ 40 mil, com 20 anos para pagar e três de carência. E, quem contratou o crédito fundiário ou Banco da Terra para aquisição de uma propriedade, em boa parte dos casos também contratou um Pronaf, de até R$ 20 mil, para investimentos em compra de gado, infraestrutura, entre outros.
Com parcelas de cerca de R$ 2 mil por ano, a situação acabou se tornando uma “bola de neve”, já que elas foram vencendo e a produção e renda não acompanharam. E, agora, há o risco deles não conseguirem nem mesmo produzir, já que inadimplentes eles não conseguem crédito para nova safra. Um outro problema é o aval cruzado. “Em Sidrolândia temos 70% dos produtores estão inadimplentes porque o crédito foi pego em nome da associação e, se um não paga, todos ficam inadimplentes”, explica a presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais do município, Ro

Felpuda


Certa pré-candidatura à Prefeitura de Campo Grande nasceu com grandes brechas que certamente serão usadas pelos adversários no período da campanha eleitoral, segundo voz corrente nos bastidores políticos. Uma delas: como o postulante vai dizer que fará boa administração se no período em que administrou conhecida instituição passou boa parte do tempo reclamando de crise financeira e ameaçando fechar as portas?