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CAARAPÓ

Agrenco retoma indústria no 2º semestre

27 MAI 2011Por ROSANA SIQUEIRA 07h:36

A Agrenco Limited começa a se recuperar e garante retomar até o segundo semestre as obras da indústria de biocombustível orçada em R$ 12 milhões no município de Caarapó. Isso será possível graças a recuperação da empresa, sediada nas Bermudas, que entrou em recuperação judicial em setembro de 2008 e chegou a ter suas ações suspensas do mercado em fevereiro de 2010.

Depois de ter obtido, em janeiro deste ano, a volta da negociação de seus papéis (BDR) na Bovespa, e de ter tido o seu plano de recuperação revisto aprovado por seus credores em maio, a Agrenco anunciou ontem, em comunicado oficial enviado à Comissão de Valores Mobiliários – CVM, os nomes dos cinco executivos que deverão compor o Conselho de Administração unificado da empresa. São eles: Francisco Mesquita, Rubens Barhum, Nils Bjellum, Hendrik Laverge e Roberto Faldini.

A confirmação dos membros do Conselho de Administração unificado da Agrenco será feita na próxima semana, e uma de suas primeiras tarefas será a definição dos nomes do CEO e CFO da Agrenco. Dos cinco executivos do Conselho de Administração, o único que já fazia parte da Agrenco é Nils Bjellum, economista norueguês, formado na Bélgica e com cursos em Harvard, qye chegou à Agrenco oito anos atrás. Ele também acumula a função de conselheiro da DENOFA AS (empresa norueguesa, cuja principal atividade é o esmagamento de soja; teve 51% das ações compradas pelo Grupo AMaggi em 2009).

Com a aprovação do aporte de recursos de até R$ 130 milhões do fundo britânico GEM (Global Yield Fund Limited), em janeiro, a empresa poderá reativar as operações da fábrica do Alto Araguaia (MT) e finalizar a obra em MS. A data prevista para o início das atividades no Mato Grosso é 27 de junho. De acordo com NIls Bjellum, após passar por inúmeras dificuldades, a Agrenco Limited dá sinais de que a situação da empresa começa a mudar. "Demorou mais que o planejado, mas estamos voltando com toda força e retomaremos os projetos", frisou.

O comunicado enviado à CVM informa ainda que estão em andamento a compra de equipamentos e serviços, e o restabelecimento de parcerias com os fornecedores da região para garantir o suprimento de insumos. A contratação de pessoal, tanto para complementar o quadro de funcionários da fábrica, quanto para reforçar a equipe de suporte em São Paulo, já foi iniciado. Estão sendo contratados 30 novos funcionários nos próximos dias. Vale lembrar que, mesmo nos momentos mais difíceis, grande parte dos funcionários resolveu permanecer na empresa. E ainda que a situação da Agrenco fosse delicada, a empresa jamais deixou de pagar em dia aos seus funcionários.

O início das operações no complexo industrial do Alto Araguaia é de fundamental importância para a geração de caixa em curto prazo e para a maximização de valor aos acionistas. A fábrica produz 200 mil toneladas de biodiesel à base de soja por ano.

CAARAPÓ

Em paralelo, a Agrenco, segundo Belljum retomará as atividades para a finalização da fábrica de Caarapó (MS), ainda sem data prevista para inauguração.

A fábrica de Caarapó deverá produzir biodiesel a partir de soja e terá os mesmos moldes da indústria de Alto Araguaia. A indústria deve gerar 70 empregos diretos.
 

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