Segunda, 22 de Janeiro de 2018

Agora, PCC assume pepel de polícia e de tribunais

17 FEV 2008Por 08h:35
     

        Da redação

        Eles começaram resolvendo disputas entre presos. Agora, são comerciantes e moradores de bairros dominados pelo tráfico que recorrem aos "tribunais" do Primeiro Comando da Capital (PCC). "São pessoas que não acreditam ou não tiveram problemas solucionados pela polícia ou Justiça", diz o delegado responsável por uma central de escuta telefônica que acompanha ligações feitas para presos no interior paulista. "Esse tipo de ?julgamento? está entupindo nosso trabalho de escutas. Agora o PCC ?julga? pequenas dívidas, furtos de bairros e até briga de marido e mulher."
        
        As escutas revelaram episódios como o da doméstica Simone, que vivia se queixando do marido às amigas e admitiu que teve um caso. O marido, do PCC, recorreu a um "tribunal". Foi autorizado a dar uma surra em Simone, que passou dois dias no hospital, em Penápolis, a 491 quilômetros de São Paulo.
        
        Essa "pena" foi bem mais leve que a do agricultor Everardo Roque de Lima, primeiro julgamento acompanhado por escutas. No Natal de 2006, ele saiu de um forró com uma mulher. Os dois beberam, ela passou mal e ele a levou para casa. Acusado de estupro, foi condenado e morto em Limeira, a 151 quilômetros de São Paulo. Antes, Lima teve o antebraço decepado e os olhos arrancados. (com informações do Estadão)

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