terça, 17 de julho de 2018

SEM TRÉGUA

Agentes de saúde desafiam a Justiça e continuam em greve

7 JAN 2011Por MICHELLE ROSSI E EVELIN ARAUJO10h:30

"A greve continua e nós vamos contestar na justiça a ação que multa o sindicato em R$ 25 mil por isso", afirma o tesoureiro do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde Pública, Previdência e Assistência Social (Sintesp), Ivar Zanette. Hoje de manhã, cerca de cem agentes de saúde se reuníram na sede do Diretório Municipal e Estadual do Partido Popular Socialista (PPS) em Campo Grande.

Na frente do diretório, uma faixa registra "Sr. Prefeito: Não estamos te roubando. Só queremos o que é nosso de direito". Segundo Ivar Zanette, a constestação da categoria é em relação ao reajuste na produtividade e não na data-base. "Nós queremos o mesmo valor que um fiscal sanitário recebe, que vai de R$ 2 mil a R$ 2,5 mil", diz o tesoureiro.

O sindicato alega que 30% do efetivo continua trabalhando, condição que deve ser respeitada para a legalidade da greve. "A prefeitura está impedindo o Sindicato dos Funcionários e Servidores Municipais de Campo Grande (Sisen) de fazer a greve, que é representante da categoria. Todo o trabalhador têm direito a fazer greve, então isso é inconstitucional", ele alega.

 

O caso

A Prefeitura Municipal de Campo Grande acionou judicilmente o Sintesp.  A justificativa é a essencialidade dos serviços e o verão, época em que "a propagação e infestação da dengue é notória". Outro motivo da Prefeitura é que o sindicato no comando grevista não tem representatividade da categoria de servidor público municipal e que a greve "foi declarada de forma ilegal e abusiva".

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