Agentes da PF rejeitam acordo do governo federal e mantêm greve

Agentes da PF rejeitam acordo do governo federal e mantêm greve
30/08/2012 18:00 - terra


Os agentes, escrivães e papiloscopistas da Polícia Federal decidiram não aceitar a proposta oferecida pelo governo federal e manterão a greve da categoria por tempo indeterminado. A informação foi confirmada pela Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef), na tarde desta quinta-feira.

De acordo com a Fenapef, os representantes dos 27 sindicatos abrangidos pela Federação estão em assembleia desde a manhã de hoje, em Brasília, discutindo os próximos passos a serem tomados. A conscientização da população, através de cartazes e outdoors a respeito da atual situação dos servidores seria uma das alternativas discutidas. A principal reivindicação dos grevistas é a reestruturação do plano de carreira, e não a remuneração salarial.

O movimento grevista
Iniciados em julho, os protestos e as paralisações de servidores de órgãos públicos federais cresceram no mês de agosto. Pelo menos 25 categorias entraram em greve, tendo o aumento salarial como uma das principais reinvindicações. O Ministério do Planejamento estima que a paralisação tenha envolvido cerca de 80 mil servidores. Em contrapartida, os sindicatos calculam que 350 mil funcionários aderiram ao movimento.

A greve afetou servidores da Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), do Arquivo Nacional, da Receita Federal, dos ministérios da Saúde, do Planejamento, das Relações Exteriores, do Meio Ambiente e da Justiça, entre outros. O Sindicato Nacional dos Servidores das Agências Nacionais de Regulação (Sinagências) informou que dez agências reguladoras aderiram ao movimento.

Desde março, quando foi iniciado o processo de negociação salarial, foram realizadas mais de 200 reuniões para discutir reajustes, com mais de 31 entidades sindicais. Após apresentar proposta de aumento de 15,8%, dividido em três anos, o governo encerrou no dia 26 de agosto as negociações com os servidores. O prazo limite para envio do orçamento ao Congresso Nacional, com a previsão de gastos com a folha de pagamento dos servidores em 2013, é 31 de agosto.

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Felpuda


Princípio de "rebelião" política no interior de MS, fomentada por grupo interessado em tomar o poder, não prosperou. Quem deveria assumir o "comando da refrega", descobriu que, além da matemática ser ciência exata, há "prova dos nove". Explica-se: é segunda suplente, pois não conseguiu votos necessários nas últimas eleições, mas assumiu o cargo porque a titular licenciou-se, assim como o primeiro suplente. Caso contrarie a cúpula, seria aplicada a tal prova e, assim, "noves fora, nada".