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África do Sul faz laboratório para Mundial de 2010

11 JUN 2009Por 18h:40
     

        Da redação

        A Copa das Confederações funciona como um laboratório para a próxima edição da Copa do Mundo. Isso, desde 2001, antes do Mundial da Coreia do Sul e do Japão. A origem do torneio, contudo, é errática. Remete a 1992, quando começou a ser disputada sob o nome de Copa do Rei, na Arábia Saudita - as três edições originais ocorreram nesse país. Só nove anos e quatro edições depois, a Fifa se deu conta de que poderia elevar o status da competição, até então de caráter estritamente comercial, tornando-a mais atraente à medida em que passaria a ser a avant-première da maior competição de futebol do planeta.
        Nada mais lógico, então, do que atribuir ao país anfitrião do Mundial a missão de organizá-la e promovê-la, sempre respaldado evidentemente pela logística e a chancela da entidade máxima do futebol mundial. Com a evolução do torneio, seu conceito original mudou, ganhou importância e, a cada edição, sua conquista passa a ser mais cobiçada. É, na verdade, uma mina de ouro ainda aberta a novas frentes de exploração.
        O número de grandes empresas de capital intercontinental interessadas em associar sua marca à competição, por exemplo, cresce a cada edição. Se na primeira havia apenas um grande patrocinador oficial, na atual são 14. E, conforme reza a lei do mercado, baseada no princípio elementar da oferta e da procura, o valor das cotas de patrocínio também aumentam. Nessa toada, ainda que a quantidade de apoiadores do evento venha a diminuir, o investimento tende a ser sempre maior a cada novo torneio. Um negócio lucrativo, de retorno garantido.
        Prévia do Mundial da África do Sul, a Copa das Confederações reúne oito seleções representantes das distintas associações continentais que formam a Fifa, uma entidade tão bem-sucedida que agrega mais países até mesmo do que a ONU. No caso específico da África do Sul, palco do desfile das campeãs continentais e sede da próxima Copa do Mundo, a competição desempenha também um papel de extrema importância no que diz respeito à organização e funcionalidade. "Chegou a hora do começo, não apenas em termos de organização, mas também a fim de estarmos seguros de que a África do Sul pode e vai cumprir suas promessas", afirma o suíço Joseph Blatter, presidente da Fifa.
        Observadores da entidade estarão atentos a tudo o que envolve o evento. Os homens que dirigem o futebol sabem do risco assumido ao investir num acontecimento de tal porte no continente africano. Mas, se assumem riscos, jamais entram para perder. De modo que a Copa das Confederações, mais do que nunca, será uma espécie de vestibular para o país anfitrião do Mundial. "É por isso que ela acontece um ano antes do evento crucial", endossa Blatter.
        Todo e qualquer erro será identificado, e corrigido. Custe o que custar, sob o prazo de um ano da próxima Copa do Mundo. O interesse maior dos organizadores está em pôr à prova a infraestrutura atual e, claro, investir esforços - e o dinheiro que for - naquilo que precisa ser feito. A aposta é de que os sul-africanos vão passar, com louvor, pelo teste. "Será uma competição muito bonita", acredita Blatter. "A África está preparada e comprometida com o Mundial, que será um êxito."
        Além de estádios e centros de treinamento, estarão sob rigorosa observação os meios de hospedagem, o transporte e, sobretudo, a segurança. "Sempre temos em mente que é um teste", enfatiza um confiante Jim Brown, diretor da Fifa. "Sempre nos impressionou na polícia sul-africana a sua habilidade para organizar grandes eventos."
        Para a Copa das Confederações, a África do Sul terá de agradar a sete delegações com costumes e exigências distintas: Brasil, Itália, Espanha, Estados Unidos, Iraque, Egito e Nova Zelândia. Daqui a um ano esse número será bem maior: 32 seleções vão disputar a Copa do Mundo de 2010. (informações da Agência Estado)

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