domingo, 22 de julho de 2018

TRÊS LAGOAS

Aeroporto poderá ser restrito a voos visuais

15 FEV 2011Por ANA MARIA BARBOSA00h:02

Apesar das autoridades e iniciativa privada estarem trabalhando para a homologação plena do aeroporto de Três Lagoas, o local poderá ter sua operação restrita a pousos e decolagens visuais, ficando impedido de pousos e decolagens em dias de chuva forte ou alto nebulosidade. O problema apontado pelo IV Comando Aéreo Regional (IV Comar)
é a existência de uma torre de telefonia e de um prédio de apartamentos de 18 andares que está em fase final de construção às margens da Lagoa Maior.

Estas instalações estariam, de acordo com a autoridade, na rota de manobra das aeronaves o que, segundo a legislação, não permitiria homologação para voos por instrumentos, medida que restringe o funcionamento do aeroporto.

“Restringe, mas não impede. Isso já ocorre em grande parte dos aeroportos do país, onde existem voos comerciais normalmente”, ponderou o secretário de Desenvolvimento Econômico, Marco Garcia de Souza. Ele explicou que o prédio está localizado a quatro quilômetros da cabeceira do aeroporto e, pela legislação e exigências vigentes, a pista teria que ser ampliada em 400 metros para comportar aeronaves de grande porte, obrigando a um investimento muito elevado.

Na semana passada, a vice-governadora Simone Tebet (PMDB) esteve na sede do IV Comar, tentando negociar a liberação e anunciou que buscará novas oportunidades junto ao Ministério da Aeronáutica. “Informei que poderemos remover a torre, mas acreditamos que o prédio não oferece impedimentos. O aeroporto de Congonhas, em São Paulo, fica perto de vários prédios, o que não impede o seu funcionamento”, argumentou.

Simone Tebet disse que as empresas Azul e Trip já expressaram interesse em operar linhas comerciais São Paulo-Três Lagoas-Campo Grande e que vai se empenhar para conseguir a homologação do aeroporto em todas as condições. “O aeroporto de Três Lagoas será prioridade número um e estaremos em Brasília para convencer as autoridades de que este projeto tem condições de ser tocado”, afirmou a vice-governadora.

Para dotar o aeroporto de outras exigências, foi anunciada uma parceria entre o governo do Estado, Prefeitura e Petrobras, somando R$ 3 milhões. O governador André Puccinelli garantiu liberação de R$ 1 milhão, com mais R$ 1,9 milhão da estatal, como obra de compensação pela instalação da fábrica de fertilizantes, e R$ 100 mil do Executivo municipal.

Estes recursos serão utilizados para a construção do receptivo do aeroporto.
O governo do Estado também aguarda decisão judicial para dar prosseguimento a obras de balizamento noturno, sistema contra incêndio e pânico e cercamento do aeroporto, trabalhos interrompidos devido à decretação da falência da empreiteira contratada. A ampliação na extensão da pista, hoje com 1,5 mil metros

“O funcionamento do aeroporto é de extrema importância para o município e para a Petrobras, porque o fluxo para Três Lagoas vai aumentar muito”, afirmou o gerente-executivo de Gás e Energia da estatal, Luiz Eduardo Valente Moreira.

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