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Aécio Neves diz que PT quer 'país a serviço do partido'

3 ABR 2011Por FOLHA ONLINE01h:42

 

O senador Aécio Neves (PSDB-MG) criticou fortemente na manhã deste sábado a criação do Ministério da Micro e Pequena Empresa pela presidente Dilma Rousseff.

Ele disse que a decisão mostra a diferença de "concepção" que PT e PSDB têm do Estado.

 

"Hoje mesmo os jornais ilustram de forma clara aquilo que tenho dito permanentemente. O PT tem uma visão diferente da nossa. Nós achamos que um partido político tem de estar a serviço de um país. O PT acha que o país tem de estar a serviço de um partido político", afirmou.

Ele chamou a criação da pasta de "escárnio com a população brasileira''.

"Essa notícia de que a presidente da República criará mais um ministério para acomodar um dirigente partidário que não foi eleito, não teve votos para o Senado da República, é um escárnio com a população brasileira."

Ele afirmou que "as micro e pequenas empresas precisam de apoio, mas não de mais uma estrutura burocrática".

"Elas precisam, sim, é da extensão do Simples. Isso é muito mais eficaz do que criar uma burocracia com o objetivo claro e explícito de acomodar um suplente de senador, um dirigente partidário que ajudou na campanha. Isso é uma inversão da lógica. Nós não podemos continuar a ver o Brasil ser governado dessa forma."

Ele se referia à possibilidade de o senador Antonio Carlos Valadares (PSB-SE) assumir a nova pasta, abrindo espaço para que o presidente nacional do PT, José Eduardo Dutra, primeiro suplente em sua chapa, assuma a cadeira no Senado.

Aécio afirmou que o PSDB deve procurar fazer um "contraponto à ineficiência da máquina pública federal".

"Nessas conversas nós vamos encontrando um caminho de fortalecer nossa ação na oposição com responsabilidade. Uma responsabilidade que nos foi delegada pela população brasileira. E vamos fazer isso sem adjetivos, uma oposição que fiscalize, que acompanhe e que cobre as ações do governo."

O senador defendeu a unificação de programas sociais das gestões tucanas, como forma de fixar as marcas do partido e se contrapor ao governo Dilma. "A partir da unificação desses programas vamos poder fazer uma oposição mais vigorosa."

Ele disse concordar com a avaliação do presidente do PSDB, Sérgio Guerra, de que o partido peca na comunicação. "Precisamos ter mais capacidade de nos comunicar e mostrar a diferença entre a concepção de gestão pública eficiente, que nós temos, e o Estado inchado do governo federal."

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