Campo Grande - MS, segunda, 20 de agosto de 2018

'Câmara Secreta'

Advogados dos presos entram com recursos

1 MAI 2011Por Dourados Agora17h:04

Os advogados dos quatro presos na Operação “Câmara Secreta” do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) deflagrada nesta sexta-feira, entraram no mesmo dia com recursos para relaxamento de prisão dos acusados.

Os ex-vereadores Humberto Teixeira Junior e Sidlei Alves, além dos ex-assessores parlamentares Rodrigo Terra e Amilton Salina, continuam presos numa das celas do 1º Distrito Policial de Dourados. A prisão é preventiva, portanto, sem data para saída.

Os dois ex-vereadores e os assessores foram presos sob acusação de participar da Máfia dos Consignados, esquema criminoso que desviava dinheiro dos cofres públicos da Câmara Municipal, através de consignados, feitos por funcionários comissionados e que na maior parte das vezes seriam "fantasmas".

A investigação vinha sendo feita desde o inicio de 2009, depois de denuncias de funcionários utilizados como “laranjas” para que os vereadores obtivessem os empréstimos. Esses funcionários estariam sendo pressionados pelos bancos, já que os vereadores não estariam honrando com as prestações dos consignados.

Uma das gravações onde o ex-vereador Humberto Teixeira revela o esquema foi entregue por um funcionário ao Jornal O PROGRESSO há cerca de dois meses.

Ex-prefeito

O ex-prefeito de Dourados e ex-deputado estadual Humberto Teixeira, deixou sexta-feira no começo da noite a prisão após pagar uma fiança. Ele foi detido na delegacia de Vicentina na sexta-feira de manhã, quando foram apreendidas em seu sitio próximo a Vila Rica em Deodápolis, armas e munições.

O ex-prefeito mantinha guardado dois revólveres calibres 38 e 22; três espingardas, sendo duas calibre 32 e outra 22, além de munições. Humberto foi preso durante a “Operação Câmara Secreta”, quando foram realizadas buscas em seu sitio e efetuada a prisão de seu filho, Humberto Teixeira Júnior.

O mandato de busca e apreensão foi expedido pela juiza Dileta Terezinha Thomaz e flagrante foi do delegado Marcelo Renato Rodrigues Alonso de Vicentina.

Leia Também