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MENSALEIRO

Advogado diz que feijoada de Delúbio em presídio é 'fantasia'

26 FEV 14 - 18h:00FOLHA PRESS

A defesa de Delúbio Soares, condenado no julgamento do mensalão, negou hoje privilégios na prisão e classificou de "fantasia" uma feijoada que teria sido organizada no fim de semana.
Segundo o advogado Arnaldo Malheiros, Delúbio Soares está em regime rigoroso. "Não há regalia nenhuma. Pelo contrário. Eles estão num regime muito rigoroso, muito severo, e muito incoerente".

Malheiros afirma que os colegas de Delúbio na cela é que compraram na cantina o alimento. "Tem essa história da feijoada, que é uma fantasia. De fato, os companheiros de cela dele compraram na cantina uma costela de porco em lata, misturaram com a xepa e chamaram de feijoada. Nem foram eles, o pessoal do mensalão. Foram os outros presos da mesma cela. Mas como é comum nas cadeias, é tudo coletivo. O que é de um é de todos. Não houve feijoada nenhuma nem tem a menor condição de fazer", disse. 

O advogado disse ainda que não houve privilégios a Delúbio, que queria manter a barba. Também afirmou que a conversa entre o ex-tesoureiro do PT e um membro do sindicato dos agentes penitenciários foi trivial.

"Disseram que ele brigou com um funcionário porque tirou a barba. Se brigou ou não eu não sei, mas que tirou a barba ele tirou. Então, também não tem privilégio nenhum. O que mais disseram? Que ele teria se encontrado com o presidente do sindicato dos agentes penitenciários. Não, o presidente do sindicato vai praticamente dia sim, dia não ao presídio. E obviamente passou pela cela dele e deu um oi. Só. Não tiveram conversa", afirmou Malheiros.

Medidas

O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios pediu na noite de ontem que o governo local tome medidas para sanar privilégios noticiados na mídia em relação aos presos do mensalão que estão em Brasília. 

Caso o problema não possa ser resolvido, os promotores requisitam, no documento, que os presos do mensalão sejam "transferidos para presídios federais". O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Marco Aurélio Mello, disse hoje que os presos devem ter tratamento igualitário, para evitar rebeliões.

"A penitenciária é uma panela de pressão e quando há tratamento preferencial, os demais ficam inconformados e isso gera toda forma de rebelião. É problemático, todos devem ser tratados com dignidade", disse. 

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