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domingo, 24 de fevereiro de 2019 - 02h19min

Adulteração no álcool dispara nos postos do Estado

18 MAR 10 - 08h:07
A adulteração de álcool combustível em Mato Grosso do Sul aumentou sete vezes no primeiro trimestre deste ano, na comparação com a média do trimestre anterior (setembro, outubro e novembro de 2009). Os dados foram divulgados ontem pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). O índice médio de irregularidade passou de 1,2% para 7,5% no período compreendido de dezembro de 2009 e janeiro e fevereiro de 2010. No trimestre de setembro a novembro de 2009, de cada 100 postos pesquisados apenas um apontava adulteração no álcool, porém, na última pesquisa, esse número pulou para sete a cada 100 estabelecimentos fiscalizados. Foram coletadas 107 amostras do combustível em postos distribuídos em todo o Estado. A média foi superior à constatada no País, que registrou 2,5% de não-conformidade. O óleo diesel também disparou, passando de 0,6% médios para 1,9% no trimestre. A fiscalização visitou 154 locais. A média apurada para o diesel em Mato Grosso do Sul ficou abaixo do índice brasileiro, que foi de 4,3%. A gasolina foi o único combustível que apresentou índice zero de adulteração em todas as dez regiões do Estado. A fiscalização aponta que no Brasil a média ficou em 1,1%. Punição De acordo com a ANP, a cada constatação de irregularidade, o posto de combustível é interditado e abre-se um processo administrativo, que é encaminhado ao Ministério Público (MP) para julgamento da ação. O posto infrator poderá receber multa que varia de R$ 20 mil a R$ 5 milhões. O estabelecimento só volta a funcionar depois de cumpridas todas as exigências da estatal. Ainda segundo a agência, as adulterações mais comuns são a quantidade elevada de álcool na gasolina, o uso de solventes ou outros produtos não permitidos. Em Campo Grande, foram interditados oito postos que, de acordo com o superintendente do Procon, Lamartine Ribeiro, apenas um deles está operando, depois de cumpridas todas as exigências da ANP. No interior, foram interditados cerca de oito postos, que permanecem fechados. Laboratório A agência frisa que em função da ausência de contrato com laboratório de análises, o monitoramento está sendo realizado pelo Centro de Pesquisas e Análises Tecnológicas da ANP – CPT/ANP. O processo licitatório para o monitoramento no Estado já foi iniciado. Por outro lado, fontes extraoficiais informaram que o Laboratório de Análises de Combustíveis de MS (Labcom), da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) ganhou a licitação e deverá assinar, nos próximos dias, o contrato para iniciar a fiscalização e análise de combustíveis em todo o Estado.
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