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Garota de Programa

Acusado pelo homicídio é condenado a mais de 20 anos

6 MAI 2011Por ROSANA SIQUEIRA/GABRIEL MAYMONE15h:32

Leonardo Leite Cardoso, de 29 anos, acusado de envolvimento na morte de Claudineia Rodrigues Mendes, no dia 8 de maio de 2009 foi condenado hoje a pena de 20 anos e seis meses de reclusão em regime fechado, por crime hediondo. No entanto ele vai responder o processo em liberdade e pode recorrer da decisão.

A sentença foi proferida pelo juiz Aluízio Pereira dos Santos, juiz titular da 2ª Vara do Tribunal do Júri. Leonardo, no entanto, não será preso de imediato já que tem habeas-corpus.

Durante a audiência que terminou no início da tarde, Leonardo acusou o amigo Fernando Pereira Verone pela morte da jovem. Ele afirmou tranquilidade porque alega que Fernando, o amigo, confessou na cadeia a autoria do crime.

O caso teve grande repercussão social porque a vítima era garota de programa e mãe de três crianças de 4, 5 e 7 anos. De acordo com a denúncia, na noite do dia 8 de maio de 2009, ele e mais dois jovens resolveram fazer um programa sexual com prostitutas e, por volta das 21h, dirigiram-se para a Av. Calógeras, região central da cidade. Os três abordaram duas profissionais do sexo, sendo uma a vítima, e rumaram para o motel "Chega Mais".

Quando se aproximaram do motel, Leonardo conteve fisicamente uma das mulheres e o outro amigo agarrou Claudineia. A primeira conseguiu se desvencilhar, abriu a porta do carro e se jogou. A vítima não conseguiu sair do veículo.

Segundo a denúncia, temendo ser identificados, os três acusados desistiram de ir ao motel e foram para as proximidades do Aeroporto Internacional, onde agrediram a vítima com socos, pontapés no corpo e vários golpes na cabeça, usando instrumentos contundentes (pedra e tijolo), causando-lhe a morte. Em seguida, arrastaram-na para um matagal próximo, ocultaram o cadáver, e o abandonaram.

Para o Ministério Público, os acusados agiram por motivo torpe, porque temiam ser identificados e suportar as consequências do crime. Eles utilizaram recurso que dificultou a defesa da vítima, sem possibilidade de fuga e se valeram da superioridade física e numérica para a consumação do assassinato.

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