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Campo Grande - MS, terça, 18 de dezembro de 2018

Acusado de ser mandante da morte de Dudu vai a julgamento hoje

30 MAR 2010Por Thiago Gomes23h:21
José Aparecido Bispo da Silva, o Cido, acusado de ser o mandante do assassinato do estudante Luiz Eduardo Martins Gonçalves, o Dudu, será julgado hoje pelo júri popular. O início da sessão está marcado para as 8 h, na 2ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande. O menino, na época com 10 anos, foi morto em dezembro de 2007, por vingança, já que a sua mãe teria terminado um relacionamento com Cido.

Holy Lee, o outro envolvido, apontado como executor, não vai a júri nesta quarta-feira porque recorreu da sentença de pronúncia (determina julgamento pelo júri popular), que não acolheu a sua tese de absolvição sumária por insanidade mental. Ele está aguardando preso a confirmação da decisão pelo Tribunal de Justiça.

Segundo a delegada Maria de Lourdes de Souza Cano, da Delegacia Especializada de Atendimento à Infância e à Juventude (Deaij), apurou-se que na noite de 22 de dezembro de 2007, no Bairro Aero Rancho, o acusado Holy Lee, junto com três adolescentes (E.S, J.A.E.R. e J.T.S.), agindo a mando do Cido, agrediram o menino com socos e pontapés, provocando-lhe diversos ferimentos. Não satisfeitos,  levaram a vítima para a residência de José Aparecido, onde ocorreram novas agressões. Posteriormente, Dudu foi transferido para um local conhecido como “mangal” ou “cemitério dos cachorros”, onde morreu depois de novo espancamento.

Ainda segundo a acusação, o estudante foi colocado em sacos plásticos e levado até um terreno baldio, na divisão do bairro Aero Rancho com o Jardim das Hortências, onde foi enterrado. Passados alguns dias, o corpo foi desenterrado, cortado em pedaços, queimado e novamente enterrado, para dificultar sua identificação.

Na sentença de pronúncia,  o juiz Aluizio Pereira dos Santos considerou também que Cido prometeu recompensar Holy Lee e os adolescentes para que o auxiliassem no assassinato. O magistrado apontou, ainda, a utilização de recurso que dificultou a defesa da vítima, já que ela foi surpreendida quando brincava com outras crianças, e o emprego de meio cruel, tendo em vista que foi morta a socos e pontapés, padecendo de grave e demorado sofrimento físico.
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