domingo, 22 de julho de 2018

Acusado de assassinato de advogado é preso em operação na Bolívia

11 OUT 2010Por Vânya Santos01h:40



Michel Leandro dos Reis, acusado de matar com um tiro na cabeça o advogado Nivaldo Nogueira de Souza, 48 anos, em março do ano passado, em Costa Rica, foi preso neste sábado em Puerto Quijarro, na Bolívia. A prisão foi resultado de uma operação conjunta das polícias da Bolívia, de Costa Rica, de Corumbá e do Departamento de Inteligência da Polícia Civil.
De acordo com a polícia, o acusado fugiu para Puerto Quijarro no início do mês passado, depois que o mototaxista David Rosendo da Silva, peça chave para o esclarecimento do crime, se entregou à polícia. Ao se apresentar, David disse que Rodrigo Batista Flores efetuou três disparos contra Nivaldo, mas as investigações apontavam que o autor do crime seria Michel. Posteriormente, David mudou sua versão alegando que não conhecia Michel direito e por isso o confundiu com Rodrigo. Willia Inácio Rodrigues e Francisco Pereira Feitosa, o “Chicão”, que também tiveram participação no homicídio, confirmaram que Michel foi quem disparou contra o advogado.
Todos os envolvidos no crime foram presos e afirmaram que foram contratados por Edoildo Ramos, o Piá, a pedido de Oswaldo José de Almeida Júnior, o Dinho, para matar a vítima. Conforme depoimentos prestados à polícia, Oswaldo encomendou a morte do advogado porque ele estava “atrasando sua vida” e se sentia ameaçado por Nivaldo. Na época, o mandante, que teria desembolsado R$ 100 mil pelo crime, ameaçou o advogado dentro do Fórum de Costa Rica diante de várias pessoas.

Queima de arquivo
Um ano após a morte de Nivaldo, Oswaldo contratou Hilton Costa Silva, o Campina Verde, para matar o autor do homicídio, como queima de arquivo. O contratante orientou que Hilton matasse o Gordo, que havia trabalhado com ele numa fazenda. Em abril, o contratado tentou matar Rodrigo com cinco facadas. No entanto, Rodrigo e Michel – verdadeiro autor – têm o mesmo apelido e trabalharam com Hilton numa fazenda.
Essa coincidência e a fuga de Michel para a Bolívia reforçaram a suspeita de que ele foi o autor do disparo que matou o advogado. Com a prisão do acusado, a polícia encerrou a investigação referente ao caso.

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