segunda, 16 de julho de 2018

MEIO AMBIENTE

Acrissul salva figueiras e moderniza parque

19 NOV 2010Por Anahi 00h:00

Para “salvar” 13 figueiras centenárias do Parque de Exeposições Laucídio Coelho, a Associação dos Criadores de Mato Grosso do Sul (Acrissul) decidiu demolir sete estandes, construídos sob as árvores, que estavam “estrangulando” as raízes da plantas e impedindo que elas continuassem se desenvolvendo. A ação contou com parceria da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano (Semadur), que irá disponibilizar equipe para fazer o tratamento da figueiras e garantir que elas continuem saudáveis. Uma praça ampla ocupará o lugar dos estandes destruídos.

De acordo com o presidente da Acrisul, Francisco Maia, no Parque de Exposições existem, no total, 16 figueiras centenárias e todas receberão cuidados. Mas a situação mais grave é a das 13 árvores concentradas em área no centro do parque, onde foram construídos os estandes para a venda de produtos durante as feiras agropecuárias. “O risco era da raiz aprodecer e elas morrerem, por isso, junto com os associados, decidimos demolir os estandes. Uma estrutura de alvenaria destas a gente constrói em 80 dias, essas árvores têm mais de 80 anos”.

Demolição
Uma pá-carregadeira foi usada para destruir a estrutura dos estandes. Segundo o arquiteto Artur Peres, responsável pela obra, o procedimento é simples e a retirada dos escombros deve terminar até o fim de semana.
Na semana que vem, começa a ser construída a praça projetada para a preservação das figueiras. “Será um local para contemplação, mas terá espaço para a instalação de estandes provisórios quando necessário”. A previsão é que a obra da praça termine antes da próxima exposição agropecuária. A Expogrande acontece a partir do dia 24 de abril de 2011. A Acrissul não divulgou o custo da reforma.

A Secretaria de Meio Ambiente foi informada da medida que seria tomada pela Associação dos Criadores para a preservação da figueiras e aprova a iniciativa. Para o secretário municipal de meio ambiente, Marcos Cristaldo, as árvores fazem parte do patrimônio ambiental de Campo Grande, embora estejam localizadas em um propriedade particular. “Elas já foram catalogadas e georreferenciadas pela Semadur, podemos, agora, pensar em um processo de tombamento, mesmo elas não estando na via pública”, afirma. Fundado em 1933, o Parque Laucídio Coelho é o mais antigo da cidade. Como tradicional local de reuniões dos produtores rurais, o espaço nasceu após a aquisição, por parte da Acrissul, de uma área de 25 hectares da antiga Fazenda Bandeira.

Existem mais de mil espécies de figueiras no mundo, especialmente em regiões de clima tropical e subtropical e onde haja presença de água. Essas árvores crescem de forma enérgica e por isso não é indicado que se cultivem figueiras de grande porte perto de casas ou quaisquer edificações, pois o crescimento de suas raízes tem a capacidade de deformar as paredes das construções.

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