Segunda, 18 de Junho de 2018

Açõeas de Chávez e petróleo tornam economia da Venezuela imprevisível

14 FEV 2010Por 08h:08
     

        Da redação

         

Na semana passada, durante o programa de TV dominical, gravado na Praça Bolívar, centro de Caracas, Hugo Chávez apontou o dedo para uma esquina e perguntou: "E esse edifício?". "Tem um comércio privado de joalheria", respondeu um assessor. "Exproprie-se", ordenou o presidente venezuelano, que agora quer montar ali o Museu Bolivariano.

 

Três dias depois, todos os 90 comerciantes de ouro e joias do edifício La Francia, alguns no mesmo local desde os anos 1950, já haviam esvaziado todas as vitrines e fechado as portas. Cerca de 2.000 pessoas trabalhavam no prédio.

 

"Isso foi intempestivo, nos pegou de surpresa", diz a comerciante Belinda Romero, 28. A família de seu marido mantinha a joalheria Arte Guyana no local havia 44 anos. Sentada diante da loja vazia, disse que estava ali para o caso de algum funcionário do governo aparecer, já que a única notificação havia sido do próprio Chávez.

Com informações da Folha Online

         

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