sexta, 20 de julho de 2018

QUEDA DE AERONAVE

Acidente por pouco não virou tragédia

23 FEV 2011Por DIARIO DE PERNAMBUCO00h:00

O bairro do Pina, na Zona Sul, por pouco não foi palco de uma tragédia. Por volta das 12h40min de ontem, um avião de pequeno porte, um ultraleve avançado modelo Vimana de Asa Alta, sobrevoava a área quando caiu sobre uma residência, após ter batido levemente em outras três, quando tentava pousar na pista do Aeroclube de Pernambuco. O piloto, o empresário Antônio Carlos de Carvalho, 42 anos, que estava sozinho na aeronave, sofreu lesões na cabeça e nas costas, mas não corre risco de morte. Ninguém da casa ficou ferido. Apesar do susto, o acidente poderia ter sido ainda pior. Primeiro, pela própria localidade, que é repleta de prédios residenciais e comerciais e tem um intenso fluxo de veículos. Segundo, porque esse tipo de aeronave é um modelo experimental (muito leve e para fins não comerciais) e, por isso, não é homologada e nem certificada pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). A responsabilidade pelo voo e pela operação do protótipo é do piloto. Sendo assim, o inquérito do acidente de ontem ficará restrito à esfera civil. As hipóteses mais fortes são de falha humana, pane no motor ou falta de combustível.

O avião de prefixo PU-HHC caiu na Rua Antônio Pedro de Figueiredo, em frente à Praça Marco Antônio Vilaça, nas proximidades do antigo Colégio Brasil. Segundo a administradora do Aeroclube, Hilária Pimenta, o piloto saiu de Aracaju em direção ao Recife, onde pretendia fazer uma parada antes de seguir para Caruaru, no Agreste, para vistoriar a aeronave construída no município (ver matéria na C2). ´Ele teve autorização da torre do Aeroporto dos Guararapes para pousar na pista do Aeroclube mas, quando estava próximo, arremeteu (voltou a subir quando já estava bem perto da pista), fez um curva e caiu`, afirmou Pimenta. Segundo a esposa do piloto, Eunice Carvalho, 45, ele tinha menos de dois anos de experiência e saía de Sergipe para Pernambuco a cada 15 dias para tratar de negócios, já que é dono de restaurantes no Recife e em Caruaru. ´Ele conhecia a pista`, frisou.

Antônio Carlos sofreu fraturas nas vértebras e um corte na sobrancelha direita. Apesar de estar consciente, disse não saber o que tinha acontecido. A assessoria de imprensa da Anac não informou se ele possuía o certificado de piloto desportivo emitido pela agência e conferido por meio da Associação Brasileira de Ultraleves (Abul). Esse certificado é obtido depois de o interessado fazer um curso de pilotagem na Abul. No entanto, segundo a Anac, ele não precisa fazer provas aplicadas por uma banca examinadora da agência, como é o caso dos pilotos comerciais. Da mesma forma, as ultraleves não são homologadas e nem fiscalizadas pela Anac. O comprador desses aviões precisam obter na agência o certificado de autorização de voo para garantir que ele não será usado para fins comerciais.

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