quarta, 18 de julho de 2018

TRAGÉDIA

Acidente mata pai e as duas filhas na BR-163

13 DEZ 2010Por bruno grubertt05h:15

O eletricista Marco Antônio Nunes, de 31 anos, e duas filhas dele, uma menina de 9 e outra de 4 anos, morreram em acidente ocorrido ontem à tarde, na BR-163, saída para Cuiabá, em Campo Grande. O carro em que eles estavam invadiu a pista contrária e bateu de frente com uma carreta bitrem, carregada com fertilizante. Com o impacto da colisão, o carro ficou destruído e parte do corpo de uma das crianças foi dilacerado.

O acidente ocorreu por volta das 15h30min, quando Marco seguia em um Honda Civic preto no sentido de Jaraguari para Campo Grande. A carreta Scania vinha na terceira faixa da pista contrária, quando o Civic saiu de trás de uma fila de carros e atingiu o caminhão de frente, nas proximidades do Posto Zitão. O eletricista, que morreu na colisão, prestava serviços para a empresa Águas Guariroba e para o Correio do Estado.

O caminhoneiro Vitorino Benjamim Previatti, de 37 anos, disse que tentou alertar o motorista do Civic e até tirar a carreta da frente do automóvel, mas não houve tempo. "Não deu pra entender o que aconteceu, porque ele saiu de trás dos outros carros e veio direto na carreta", disse o motorista. O filho dele, um menino de 7 anos, estava na cabine e ficou assustado com o ocorrido. Nenhum deles teve ferimentos. O caminhão saiu do Rio Grande do Sul levando uma carga de fertilizantes e deveria chegar amanhã à Tiquira (MT).

De acordo com amigos de Marco, que estiveram no local do acidente, ele e as filhas haviam ido até uma chácara, em Jaraguari, onde participaram de um churrasco. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) esteve no local, mas não confirmou o que teria causado o acidente. O caminhoneiro acredita que o motorista do Civic tenha dormido ao volante ou passado mal, já que não havia marcas de frenagem na pista. Só os exames da perícia poderão apontar as reais causas do acidente.

Marco estava sem o cinto de segurança e, apesar de os equipamentos air bag terem sido acionados com a colisão, ele não resistiu aos ferimentos. Seu corpo ficou preso nas ferragens e os bombeiros tiveram de usar um desencarcerador para cortar a lataria do carro e retirá-lo.

Um dos sentidos da rodovia foi interditado até o fim dos trabalhos da polícia e da perícia. Policiais rodoviários federais controlaram o tráfego para permitir a passagem dos veículos. O trânsito ficou lento no local até as 18h30min, quando o trecho foi liberado.

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