Cidades

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Ação da "área do Papa" julgada improcedente

Ação da "área do Papa" julgada improcedente

VÂNYA SANTOS

03/02/2010 - 07h46
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O juiz substituto da Vara de Direitos Difusos, Coletivos, Individuais e Homogêneos de Campo Grande, Nélio Stábile, julgou improcedente a ação popular movida pela profissional autônoma Beatriz Sanches Pimentel, que pediu a condenação da empresa Financial Construtora Industrial e do ex-prefeito da Capital, André Puccinelli, no pagamento de R$ 30 milhões como indenização ao município. A negociação da “área do papa” entre as partes teria causado prejuízo de R$ 13,9 milhões (valor sem correção) a Campo Grande. A decisão do dia 29 de janeiro foi publicada uma semana antes no site do Tribunal de Justiça. Conforme assessoria de comunicação do órgão, pode ter ocorrido erro de digitação no momento de se publicar o documento. Na sentença, o magistrado declarou a prescrição do direito da autora de mover o processo, que era uma repetição da ação movida pelo exdeputado estadual Semy Ferraz prescrita em 28 de dezembro. “Ele julgou e extinguiu sem ouvir ninguém, ainda disse que prescreveu porque eu entrei no dia 12 de janeiro, mas está no próprio site do tribunal que a ação foi despachada no dia 23 de dezembro, pela juíza de plantão Vânia de Paula Arantes”, justificou o advogado da profissional, Celso Pereira da Silva. Além de julgar improcedente, o juiz ainda condenou Beatriz a pagar R$ 6 mil de honorários advocatícios caso ela recorra da decisão, que cabe recurso. Nos autos, o magistrado afirmou que a ação era uma “verdadeira aventura jurídica e deve ser barrada em seu limiar, já que sequer deveria ter sido proposta”. Em sua sentença, afirma que no dia 1º de fevereiro de 2008 também julgou improcedente a ação movida por Semy Ferraz, “patrocinada” pelo mesmo advogado, referente à mesma área e com objetivo igual. Alegou ainda que Beatriz não apresentou novas provas da suposta irregularidade. O advogado Celso disse que não foi intimado, mas tomou conhecimento sobre a decisão por meio de uma cópia. “Ele (juiz Nélio) está ameaçando me condenar se eu entrar com recurso, está fixando honorário previamente, mas eu vou recorrer”, adiantou ressaltando que no mérito da ú lt ima ação o juiz usou os mesmos argumentos ut i l izados no processo de Semy. “Ele fa la que a min ha cliente tem interesse político, mas o único interesse político está no argumento dele. Nos sentimos ofendidos e não somos candidatos. Esse processo não resistiria a um júri popular porque nenhum membro do júri nos chamaria de politiqueiro”, afirmou o advogado. Para Celso, a ação de Beatriz não é uma repetição da ação de Semy porque tanto as partes envolvidas quanto os fundamentos não são os mesmos. Caso De acordo com a denúncia, o ex-prefeito de Campo Grande, André Puccinelli, negociou o terreno de 33,5 hectares localizado na Vila Sobrinho por R$ 4,7 milhões, sendo que o valor real seria de R$ 18,7 milhões. O metro quadrado ficou em R$ 14,80 contra R$ 56 calculado pela própria administração municipal no Imposto Territorial e Predial Urbano (IPTU). A prefeitura deu a área para a empresa Condor, que repassou para a Financial, em troca de obras de asfalto no Conjunto Novos Estados. As ações populares tinham como objetivo suspender a negociação feita entre André e a Financial.

FLAGRANTE

Polícia prende suspeitos de matarem mãe e filho no interior de MS

Há menos de uma semana em Paranaíba, os suspeitos são de Rondonópolis (MT) e do interior de São Paulo

20/06/2026 15h45

Os suspeitos foram levados para Delegacia de Paranaíba

Os suspeitos foram levados para Delegacia de Paranaíba Reprodução: Polícia Civil

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A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul prendeu em flagrante, na noite de sexta-feira (19), três homens, suspeitos de envolvimento no homicídio de Patrícia Norberto da Silva, de 36 anos, e seu filho Kaique Flavio Audilino, de 20. O crime ocorreu na madrugada de sexta-feira, em Paranaíba.

Os policiais apreenderam a motocicleta utilizada no crime e celulares pertencentes aos suspeitos. Os equipamentos serão submetidos à análise pericial para auxiliar na obtenção de novas provas.

Entre os presos, um dos indivíduos é de Rondonópolis (MT) e estava em Paranaíba havia aproximadamente uma semana. Já os outros dois investigados são do interior de São Paulo e estavam na cidade havia cerca de três a quatro dias.

A permanência deles no município, os vínculos estabelecidos entre eles e a eventual participação no planejamento e execução do crime seguem sendo objeto de investigação.

A captura dos suspeitos contou com a integração das Polícias Civil e Militar de Paranaíba e de Três Lagoas, além do Setor de Inteligência da DEFURV. 

As investigações prosseguem com o objetivo de esclarecer todas as circunstâncias relacionadas ao homicídio, identificar a participação individual de cada investigado e reunir novas provas.

A Polícia Civil também apura a eventual participação de outros indivíduos no crime, bem como a possível existência de outros delitos correlatos.

O crime

O duplo homicídio ocorreu na madrugada de sexta-feira, no município de Paranaíba. A mãe, Patrícia Norberto da Silva, e seu filho, Kaique Flavio Audilino, foram mortos a tiros em uma residência no bairro Industrial de Lourdes.

De acordo com a Polícia Militar, a ocorrência foi registrada por volta 5h20, na rua Uberlândia. Quando os policiais chegaram ao local encontraram o jovem caído na calçada, em frente à residência. Já a mãe dele foi localizada dentro de um dos quartos da casa, atingida por disparos de arma de fogo.

Durante a perícia, foram encontradas cápsulas de pistola calibre .40, além de um aparelho celular danificado dentro da casa. 

 

OPERAÇÃO

Polícia encontra outro traficante que bloqueava sinal de tornozeleira eletrônica

Operação apreendeu mais de 2 toneladas de drogas, três veículos, dois celulares e realizou duas prisões; um dos suspeitos usava tornozeleira que tinha sinal bloqueado por dispositivo

20/06/2026 13h30

PRF encontrou caminhonete recheada de drogas a margens da rodovia e suspeitos fugiram para milharal

PRF encontrou caminhonete recheada de drogas a margens da rodovia e suspeitos fugiram para milharal Divulgação

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Durante uma operação deflagrada na manhã desta sexta-feira (19), a Polícia Civil de Mato Grosso do Sul (PCMS) apreendeu três veículos, mais de 2 toneladas de entorpecentes, além de um dispositivo eletrônico que bloqueia o sinal de monitoramento de tornozeleiras eletrônicas.

Um mesmo aparelho bloqueador foi encontrado recentemente em uma megaoperação no início dessa semana, que aconteceu no Paraná e contou com auxílio de policiais do Garras.

Conforme as informações policiais, o dispositivo bloqueia o sinal de monitoramento, de modo que interfira diretamente no sinal de GPS e comunicação que fiscaliza a localização dos usuários.

A apreensão de dois dispositivos na mesma semana e em operações diferentes, chama atenção por dificultar a ação de combate das forças de segurança nas atividades praticadas por criminosos.

Nomeada de Protetor, a operação aconteceu na região da fronteira, em Ponta Porã e contou com apoio da 2ª Delegacia de Polícia da cidade, da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Fronteira (Defron), e da Polícia Rodoviária Federal (PRF). 

Operação Protetor

De acordo com os policiais, por volta das 08h40min, uma equipe da PRF realizava ronda na BR-463, e próximo ao km 65, quando foi encontrado dois veículos parados as margens da via.

PRF encontrou caminhonete recheada de drogas a margens da rodovia e suspeitos fugiram para milharalO segundo veículo, Honda Fit também estava com o porta-malas recheado de drogas
Foto: Divulgação

Quando os agentes se aproximaram para verificar o que ocorria, os dois suspeitos que ocupavam os veículos fugiram a pé em direção a um milharal, sem serem identificados. Posteriormente foram realizadas vistorias nos carros, em que foi possível identificar um suspeito como D.N.F., devido Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

Ainda durante a vistoria, os policiais identificaram grande quantidade de tabletes de drogas, que apresentavam cheiro de maconha, identificadas como tal. Com a investigação, um dos veículos, de D.N.F, era uma Toyota Hilux que foi identificada como origem de furto ocorrido no Rio de Janeiro.

As informações repassadas a 2ª Delegacia de Ponta Porã pela PRF indicou a possível localização de onde os suspeitos estariam hospedados em um hotel na cidade de Dourados, a 119 quilômetros da cidade fronteiriça.

Foi solicitado então apoio a policiais civis da Defron, que se deslocaram até o local e confirmaram com os funcionários a hospedagem de ambos os suspeitos a partir da descrição das características.

No quarto dos suspeitos foi localizado roupas e sapatos sujos de barro, que D.N.F teria utilizado momentos antes na fuga em meio a plantação, além de documentos pessoais que comprovaram as informações e presença do envolvido no local. 

O suspeito D.N.F foi localizado dentro de um automóvel e se recusou a obdecer às ordens dadas pelos policiais, além de destruir o aparelho celular quando ainda estava dentro do veículo. A segunda pessoa envolvida é uma mulher identificada como L.V.S.S., localizada em um estabelecimento comercial próximo do hotel.

Ambos foram encaminhados a 2ª Delegacia em Ponta Porã para prestar esclarecimentos quanto aos veículos, drogas, dispositivos e fuga.

A apreensão feita na operação inclui 2.781 tabletes de maconha, que totalizaram 2,5 toneladas da droga. Também foram apreendidos dois celulares, três veículos, sendo os dois que carregavam os entorpecentes parado a beira do milharal e o terceiro em que D.N.F estava no momento da prisão em flagrante.

Além do dispositivo responsável por bloquear o sinal de monitoramento da tornozeleira eletrônica que o suspeito D.N.F utilizava e desrepeitava a medida cautelar que estava submetido. Os agentes apontaram que a presença do dispositivo indicava a premeditação do crime.

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