quinta, 19 de julho de 2018

PIRATARIA

Abioptica alerta para o perigo dos óculos solares falsos

7 DEZ 2010Por DA REDAÇÃO22h:10

Pesquisa realizada pela Abióptica – Associação Brasileira da Indústria Óptica, com dados oficias da Receita Federal, apontam que 90% dos óculos apreendidos em 2009 e 2010 são os chamados óculos solares, em um total de 10.420.006 de unidades.

De acordo com Bento Alcoforado, presidente da Abióptica, a associação, e parceria com diversos órgãos de controle e repressão trabalha forte para coibir a pirataria de óculos no Brasil. “O fator que mais preocupa nessas apreensões, além da falsificação e a tentativa de burlar o pagamento de impostos, são os riscos que estes produtos podem trazer à saúde de quem os usa”, comenta, esclarecendo que aproximadamente 35 milhões de óculos pirateados foram apreendidos no País desde 2005 e, destes, apenas 0,26% foram leiloadas por apresentarem qualidade satisfatória para serem recolocadas no mercado.

            Os óculos são o segundo produto mais pirateado no País, fato que se agrava ainda mais por estarmos no início do verão. O Dr. Leôncio Queiroz Neto, oftalmologista do Instituto Penido Burnier e conselheiro médico da Abióptica explica que o uso de óculos piratas pode causar muito mais problemas à visão do que permanecer com os olhos nus. “Por apresentarem apenas coloração escura nas lentes em função de uma tintura preta ou marrom, e por não passarem por nenhum processo de qualidade e proteção, nossa pupila estará naturalmente mais dilatada e, portanto, mais exposta diretamente aos raios nocivos à saúde ocular”, explica. “Isso aumenta significativamente a possibilidade do surgimento de doenças, das mais simples, como a catarata, podendo levar até mesmo à cegueira”.

             O problema, portanto, vai muito além da sonegação de impostos. Trata-se mesmo de uma questão de saúde pública. A fiscalização incisiva da Receita Federal e a divulgação excessiva de campanhas de orientação aos consumidores são necessárias para a conscientização dos consumidores que ainda incentivam o comércio ilegal e indiscriminado de solares no Brasil.

Tudo isso se agrava ainda mais porque os óculos atualmente não são mais vistos pelos consumidores apenas como um equipamento voltado à saúde, mas, sim, como sinal de status, como elemento de moda e comportamento. “Nosso desafio é passar essa informação claramente aos usuários, que devem exigir, juntamente com seu padrão estético de preferência, também um padrão de qualidade na hora de adquirir um óculos solar”, finaliza Bento Alcoforado.

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